Bombeiros Sapadores forçam entrada no Ministério do Trabalho

Manifestantes reivindicam propostas do Governo relativas à revisão do estatuto da carreira.
14.01.19
Os Bombeiros Sapadores estão neste momento junto ao Ministério do Trabalho em protesto. Foi cortada uma estrada junto ao Ministério, que fica na Praça de Londres, em Lisboa, usando uma mangueira dos bombeiros. 
Vídeo mostra protesto dos Bombeiros Sapadores em Lisboa

Os profissionais, cerca de 150, tentaram forçar a entrada no ministério e as autoridades criaram uma barreira para impedir a passagem num ambiente de clara tensão. 

Ao que o Correio da Manhã conseguiu apurar uma delegação dos Sapadores de Lisboa conseguiu entrar no Ministério do Trabalho para ser recebida ou pelo Ministro do Trabalho, Vieira da Silva, ou por um representante deste.

Os manifestantes protestam contra as propostas do Governo relativas à revisão do estatuto da carreira. Foi convocada uma greve dos bombeiros sapadores entre os dias 22 de janeiro e 5 de fevereiro, mas um representante garantiu que não será colocado em causa o socorro à população.

Os bombeiros repudiam os projetos de lei do Governo que procuram "destruir a carreira do bombeiro profissional e degradar as suas condições de aposentação", de acordo com a Lusa.

"Não aceitamos estas propostas das aposentações"

Na reunião entre a delegação dos Sapadores de Lisboa e o Ministério do Trabalho não houve qualquer conclusão. "O que foi dicutido foi darmos a conhecer as nossas preocupações. Eles manifestaram que desconnheciam a proposta final e diseram que iam propor outras condições de aposentação. Vamos aguardar que isto seja uma realidade e ficaram de nos dizer algo brevemente", começou por dizer um dos elementos da delegação, em Lisboa.

"Não há proposta concreta. A visão deles não é a mesma que a nossa. Temos esperança de que seja um desentendimento entre gabinetes. Neste momento temos esperança de que tenham noção das propostas, porque estão a pôr em risco os bombeiros", confessou.

"Apenas disseram que não pretedniam agravar o atual estatuto de aposentação dos bombeiros. Não sei se é desentendimento ou se estão a empurrar o problema com a barriga. Vai haver uma greve no dia 22 se o Governo não atuar, assim como dia 17, em que teremos outra ação. Não aceitamos estas propostas das aposentações nem de carreira", concluiu.



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