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Correio da Manhã

Portugal
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Brasileiros temem mais represálias

Entre boatos e o medo, a comunidade brasileira de Setúbal vive apavorada, na expectativa de represálias por parte da comunidadde cigana. O ferimento a tiro e faca de um brasileiro, numa paragem de autocarro, feito por ciganos que velavam um dos seus assassinado domingo na praia de Albarquel, tão-pouco serena os temores.
13 de Janeiro de 2005 às 00:00
“Correu o boato de um brasileiro morto esta noite [ontem], mas a polícia não tem conhecimento de qualquer situação grave ou menos grave na cidade”, afirmou categoricamente a subcomissária Maria da Luz, da esquadra da PSP na Bela Vista, Setúbal.
Esta responsável policial confirmou as preocupações por parte da comunidade brasileira, que teme ser alvo de ajustes de contas indiscriminados.
Por outro lado, ainda segundo Maria da Luz, “há muita especulação, provavelmente propositada, a este respeito”.
Pelo sim, pelo não, os carros patrulhas circulam agora com equipas reforçadas com mais um elemento.
“Apesar das precauções que tomámos, a última noite decorreu calmíssima na cidade, sem sequer ajuntamentos”, disse a oficial da PSP.
Recorde-se que tudo começou com o duplo homicídio de dois jovens, um cigano e outro negro, de 17 e 22 anos, mortos à navalhada na praia de Albarquel, na manhã de domingo passado. O crime, ao que tudo indica, foi da autoria de um brasileiro.
A situação teve novo episódio violento quando, na segunda-feira, um jovem brasileiro, de 20 anos, e que nada teve a ver com o duplo homicídio, foi ferido a tiro e com navalha por uma dezena de ciganos que velavam uma das vítimas. Apesar de ferido numa perna, o jovem fugiu e foi pelo seu próprio pé para o hospital.
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