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Correio da Manhã

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‘Buraco’ alberga tráfico em Olhão

O ‘Buraco’, como são conhecidas as antigas instalações de uma fábrica em ruínas na rua Capitão Nobre, em Olhão, serve de dormitório a dezenas de toxicodependentes e sem-abrigo. Moradores nas vizinhanças queixam-se de constantes assaltos. Na última semana, três residências foram assaltadas, conforme o CM ontem noticiou.
23 de Julho de 2010 às 00:30
Serviços camarários já por diversas vezes entaiparam o imóvel, mas surgem sempre novos buracos
Serviços camarários já por diversas vezes entaiparam o imóvel, mas surgem sempre novos buracos FOTO: Nuno Jesus

"Os indivíduos entram pelos buracos na parede. É um rodopio todo o dia. Até costumamos dizer que o ‘Buraco’ tem maior ocupação hoteleira do que os hotéis de Olhão", graceja Fernando Silva, morador na referida rua.

"O que se passa lá dentro é um verdadeiro atentado à saúde pública. Seringas misturadas com fezes e toda a espécie de porcaria, num local onde habitam seres humanos, e ninguém parece importar--se com a situação, que se vai arrastando", queixa-se o morador.

Francisco Leal, presidente da Câmara Municipal de Olhão, confessa estar atento ao problema.

"Já notificámos o proprietário daquelas instalações e está a decorrer o prazo para que as mande demolir", diz o autarca, sublinhando ser essa a solução. "Já mandámos entaipar, várias vezes, o espaço, mas os seus ocupantes, pouco depois, efectuam buracos para aceder ao seu interior", refere.

Por isso, Francisco Leal só vê a solução da demolição. "Se o proprietário não o demolir, então a edilidade vai substituí-lo nessa função, cobrando-lhe, posteriormente, as despesas efectuadas".

O presidente da edilidade olhanense garante que "em Setembro, começarão as obras de demolição. Vamos acabar com esta situação degradante naquela rua", salienta Francisco Leal.

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