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Correio da Manhã

Portugal
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BURACOS SEM PARAR

Dois buracos abriram ontem de manhã na faixa esquerda da Rua do Ouro, em Lisboa, no cruzamento com a Rua de Santa Justa, incidente fortemente criticado pelo director Municipal de Infra-Estruturas e Saneamento.
27 de Novembro de 2002 às 00:00
Ferreira Almeida, que culpabilizou a empresa Oni “porque não soube tapar bem os buracos com alcatrão” depois da firma ter instalado os cabos de fibra óptica nos adutores de esgotos daquela artéria.

“A Oni deveria tapar os dois buracos com alcatrão e não com o areão. Se não podia tapá-los, à noite, com alcatrão quente, deveria fazê-lo com alcatrão frio, já que existe este produto no mercado, só que é mais caro”, frisou Ferreira Almeida, visivelmente irritado: “Quando acontecem coisas assim, a opinião pública pensa logo que é mais um mau trabalho da Câmara Municipal de Lisboa, quando não é”.

A Oni, por sua vez, esclareceu que a abertura dos buracos é um procedimento habitual para a instalação de cabos de fibra óptica nos adutores de esgotos. Os buracos foram tapados com areão, só que a chuva arrastou-o, deixando abertas duas crateras. Segundo ainda uma fonte da Oni, após tapar, anteontem à noite, os dois buracos com areão, o pavimento betuminoso deveria ser reposto ontem de manhã, só que a chuva estragou tudo. O incidente causou um enorme engarrafamento na Baixa Pombalina, apesar da circulação rodoviária ter sido efectuada na faixa direita da via, no sentido Rossio/Praça do Comércio. Às 16h00, a circulação foi restabelecida nas duas faixas.

Ontem, na sessão extaordinária da Assembleia Municipal, o vice-presidente, Carmona Rodrigues, à margem da ordem de trabalhos, admitiu que os colectores daquela zona da cidade possam estar velhos, admitindo também a hipótese dos incidentes estarem relacionados com as obras do Metro.

Um dos buracos, segundo o Regimento Sapadores Bombeiros, tinha cerca de um metro de largura e três de comprimento, enquanto a Oni referiu que tinha meio metro de comprimento por 20 centímetros de largura e 15 de profundidade. Com este caso elevam-se para cinco os abatimentos de piso em Lisboa nos últimos dias. Casos idênticos aconteceram na Rua da Prata, no Martim Moniz, em Alcântara e na Rua dos Correeiros.
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