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Burla congregação em 1,6 milhões

Contactou uma congregação religiosa do distrito de Aveiro e pediu um empréstimo de um milhão e 600 mil euros, com a garantia de aquela receber 50 milhões de lucro, em dois prédios e num donativo em dinheiro. O comerciante de 57 anos acabou por ficar com o dinheiro e não cumpriu a promessa. Foi detido anteontem pela PJ de Aveiro.

16 de setembro de 2010 às 00:30

O esquema foi posto em prática pelo comerciante, pai de um empresário de Cantanhede que foi assassinado a tiro em 2008 quando tentava cobrar uma dívida a outro empresário do ramo dos leitões.

Acácio Trancho precisava de um milhão e 600 mil euros e decidiu abordar uma congregação religiosa, alegando que necessitava daquele dinheiro apenas por uns dias e de forma a concretizar um negócio no estrangeiro. Como contrapartida pelo empréstimo, dava-lhes 50 milhões de euros, em dinheiro e através da hipoteca de dois prédios que tinha em Coimbra.

Os elementos da congregação acreditaram e de imediato foram hipotecar todos os bens para conseguir angariar a quantia pedida. O suspeito acabou por ser apanhado pela Judiciária pelo crime de burla qualificada.

Acácio Trancho já tem antecedentes criminais por passagem de moeda falsa. É descrito como sendo culto e bem-falante, característica típica num burlão. Vai ser hoje presente a tribunal para aplicação de medidas de coacção.

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