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Correio da Manhã

Portugal
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Burla de 100 mil euros contra angolanos

Oito presos pela PJ forjavam documentos das vítimas.
Miguel Curado 23 de Janeiro de 2019 às 01:30
Burlões deslocavam-se aos bancos como clientes e usavam documentos forjados para sacar dinheiro às vítimas
Polícia Judiciária
Polícia Judiciária
Burlões deslocavam-se aos bancos como clientes e usavam documentos forjados para sacar dinheiro às vítimas
Polícia Judiciária
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Burlões deslocavam-se aos bancos como clientes e usavam documentos forjados para sacar dinheiro às vítimas
Polícia Judiciária
Polícia Judiciária
Um empregado bancário chefiou, durante mais de três anos, um gang que lesou clientes angolanos em mais de 100 mil euros.

Os oito membros do grupo, sete homens e uma mulher, entre os 29 e os 54 anos, forjavam documentos das vítimas e efetuavam levantamentos em numerário ou transferências bancárias.

A Polícia Judiciária de Lisboa, através da secção de investigação a burlas, foi alertada por uma das vítimas em setembro de 2017. De imediato iniciou uma investigação que, no último dia 16, levou à prisão dos oito burlões.

O empregado bancário, que entretanto foi despedido, e outros três detidos ficaram em prisão preventiva. Os outros quatro suspeitos ficam em liberdade, mas sujeitos a várias medidas de coação.

Fonte ligada à investigação explicou ao CM que a atividade criminosa durava desde 2015. O papel do funcionário bancário preso era fulcral. Tinha acesso a toda a informação sobre os clientes residentes em Angola e fornecia-as aos outros membros do grupo.

Estes encarregavam-se de falsificar passaportes com os dados das vítimas, todas residentes em Angola. Os documentos eram depois usados nas transações em balcões de várias entidades bancárias, com fotografias apostas dos burlões, que imitavam as assinaturas das vítimas.

A mesma fonte próxima da investigação explicou que, para já, foram identificados oito clientes angolanos lesados pelo grupo, que foram ressarcidos dos prejuízos pelos respetivos bancos.

A PJ acredita que possam existir mais vítimas.
Polícia Judiciária de Lisboa Angola crime lei e justiça crime económico PJ
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