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Correio da Manhã

Portugal
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Burlam Montepio e são condenados a prisão

Arguidos com penas entre os seis e os 12 anos.
Paulo Jorge Duarte 11 de Setembro de 2019 às 08:39
João Paulo Rodrigues apanhou 10 anos de cadeia por 20 crimes de burla e um de branqueamento de capitais
Maria Cândida Santos também levou uma pena de prisão, no seu caso de seis anos, pela fraude com empréstimos
João Paulo Rodrigues apanhou 10 anos de cadeia por 20 crimes de burla e um de branqueamento de capitais
Maria Cândida Santos também levou uma pena de prisão, no seu caso de seis anos, pela fraude com empréstimos
João Paulo Rodrigues apanhou 10 anos de cadeia por 20 crimes de burla e um de branqueamento de capitais
Maria Cândida Santos também levou uma pena de prisão, no seu caso de seis anos, pela fraude com empréstimos
O Tribunal de Santa Maria da Feira condenou, esta terça-feira, quatro arguidos a penas de prisão num processo de burla na obtenção de créditos que lesou o Montepio Geral em 2,8 milhões de euros.

Foi dado como provado que levaram o banco a conceder empréstimos a particulares e a empresas que nunca vieram a ser pagos, embora os valores que constam na decisão fiquem longe dos seis milhões de euros que constavam na acusação do Ministério Público.

A pena mais gravosa foi aplicada a Rui Pinho, antigo gerente do balcão do Montepio em Santa Maria da Feira, agora a residir no Brasil, que levou 12 anos por 36 crimes de burla qualificada e um de branqueamento de capitais.

Já João Paulo Rodrigues, comerciante dos ramos automóvel e imobiliário, apanhou 10 anos por 20 crimes de burla qualificada, um de branqueamento e outro de posse de arma proibida. Foi o que mais terá beneficiado da atividade delituosa.

Artur Calçada, advogado que até está detido à ordem de outro processo, levou oito anos de prisão, e Maria Cândida Santos, que também teve intervenção direta na angariação de créditos e de testas-de-ferro, ficou com seis anos de cadeia. Ao que o CM apurou, todos devem recorrer da decisão.

Apesar de absolvidos de associação criminosa, têm de pagar 2,8 milhões de euros ao Montepio e mais 1,1 milhões de euros ao Estado. A maioria dos empréstimos foi concedida a empresas na hora, com os arguidos a recorrerem a documentos falsos.
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