Burlão dizia ser filho de homem morto há 200 anos

Diz o povo que a mentira tem perna curta, mas no caso do homem que burlou milhões de euros a jogadores profissionais de futebol, a situação atinge outro nível.
19.11.10
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Burlão dizia ser filho de homem morto há 200 anos
Jorge Couto, ex-jogador do Boavista, está entre as vítimas de José Martins Foto José Rebelo

José Carlos Martins, detido anteontem pela PJ, argumentava ser filho de Jerónimo Martins, suposto dono do Grupo que detém cadeias como o Pingo Doce ou o Recheio. O problema é que Jerónimo Martins morreu há cerca de 200 anos.

De facto, foi em 1792 que um galego de nome Jerónimo Martins abriu uma loja no Chiado, em Lisboa, no princípio do que seria o Grupo com o seu nome. Mas a ligação da família Martins à empresa terminou no final do século XIX, com a morte de João António Martins, sem descendentes.

Ainda assim, era este o argumento que o detido, de 45 anos, apresentava para garantir o dinheiro de futebolistas. Ricardo, que defendeu a baliza da selecção nacional, Jorge Couto (ex-Boavista e FC Porto), Erwin Sánchez (ex-Benfica e Boavista), Hélder (ex-Boavista e PSG) e Sérgio Leite (ex-Boavista) perderam milhões de euros, devido à promessa de investimentos com retornos garantidos.

Martins era sócio-gerente da Elaboratus, empresa que representava vários jogadores e negociava com clubes de topo. Assim é o caso de Ricardo: a agência esteve envolvida nas transferências para o Sporting e para o Bétis.

Aliás, a Elaboratus, gerida também pelo irmão de Hélder, um dos burlados, seria detentora de lugares de camarote em estádios como Bessa, Alvalade ou Luz.

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