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Correio da Manhã

Portugal
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'Burlona do amor' com prisão à vista

Elisabeth foi condenada a dez anos de cadeia por várias burlas. Atuava desde Setúbal.
Magali Pinto 17 de Setembro de 2019 às 08:31
Elisabeth Saraiva ainda pode recorrer para o Supremo Tribunal de Justiça
Elisabeth Saraiva está em liberdade e ainda não pagou indemnizações às vítimas que enganou
A burlona gastou todo o dinheiro que as vítimas lhe entregaram ao longo de três anos
Elisabeth Saraiva, a burlona do amor
Elisabeth Saraiva ainda pode recorrer para o Supremo Tribunal de Justiça
Elisabeth Saraiva está em liberdade e ainda não pagou indemnizações às vítimas que enganou
A burlona gastou todo o dinheiro que as vítimas lhe entregaram ao longo de três anos
Elisabeth Saraiva, a burlona do amor
Elisabeth Saraiva ainda pode recorrer para o Supremo Tribunal de Justiça
Elisabeth Saraiva está em liberdade e ainda não pagou indemnizações às vítimas que enganou
A burlona gastou todo o dinheiro que as vítimas lhe entregaram ao longo de três anos
Elisabeth Saraiva, a burlona do amor
Ao todo foram nove vítimas, oito das quais homens que seduziu, e no final conseguiu amealhar mais de meio milhão de euros.

Elisabeth Saraiva atuava desde Setúbal e já pouco lhe falta para ir parar à cadeia.

Foi condenada a 12 anos e quatro meses no Tribunal de Setúbal, pena que foi confirmada pela Relação de Évora. Agora os juízes conselheiros do Supremo Tribunal de Justiça, apesar de lhe reduzirem a pena, aplicaram dez anos de prisão.

Ou seja, a não ser que o advogado de Elisabeth invoque uma questão constitucional será emitido, no prazo máximo de 10 dias, um mandado de prisão para cumprimento de pena.



Os juízes justificam a decisão com os anos em que os crimes foram praticados - entre 2000 e 2011 – e a idade da arguida - vai fazer 50 anos no dia 26 deste mês. "Entende este tribunal que uma pena conjunta de dez anos de prisão é suficiente, permitindo ainda, na medida do possível, a reinserção social da arguida".

Elisabeth Saraiva tem estado em liberdade e obrigada a apresentar-se na GNR de Vilamoura, tendo já faltado algumas vezes - vive atualmente no Algarve.

O pai, cúmplice, foi condenado a três anos e dois meses de prisão, pena suspensa. O esquema era simples - Elisabeth dizia que precisava de desbloquear uma herança de milhões na África do Sul e aliciava as vítimas a emprestarem-lhe fortunas.

Manteve relações com a maioria dos homens e conseguiu com a falsificação de documentos e promessas de fortuna burlar ao todo nove vítimas. Não pagou qualquer indemnização.
Setúbal Elisabeth Saraiva crime lei e justiça tribunal punição / sentença julgamentos
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