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Correio da Manhã

Portugal
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BUROCRACIA ATRASA OBRAS NO CACÉM

Os moradores da Av. dos Missionários e a Junta de Freguesia de Agualva reclamaram ontem o aligeirar do processo burocrático para a recuperação dos fogos afectados pelas explosões ocorridas dia 16 de Agosto no estaleiro de uma obra da Refer, no centro da cidade de Agualva-Cacém, Sintra. Segundo afiançam, "as coisas não estão a correr bem" e o objectivo é avançar com urgência para as reparações, temendo que "os causadores do acidente fujam às responsabilidades." Apenas seis casas estão a ser alvo de obras.
2 de Setembro de 2002 às 22:27
"Os responsáveis pela obra - Refer e empreiteiro Ramalho Rosa/Cobetar - e as suas seguradoras estão a atrasar a recuperação através de formalidades inadmissíveis. Isto não é compatível com a vida das pessoas, que não podem regressar à normalidade por ainda não terem, sequer, vidros nas janelas", adianta o presidente da junta da Agualva, Fernando Arrenega.

Uma dessas formalidades é a assinatura de uma declaração, após os arranjos, em que o morador é obrigado a atestar que os trabalhos foram todos realizados e desresponsabiliza a Refer de problemas futuros. "Achamos que vai haver, com a chegada do Inverno e humidade, danos futuros resultantes das explosões. Não queremos que ninguém assine, porque depois não vão poder reclamar. Isto é fugir às responsabilidades e demonstra insensibilidade aos problemas dos cidadãos", alerta Fernando Arrenega.

Para Adriano Borges, da Comissão de Moradores, os lesados estão a ser vítimas de "um jogo de interesses" que deixa dezenas de famílias "em situação precária". "Ainda permanecem seis famílias desalojadas porque a recuperação dos seus andares - os primeiros e únicos a ser intervencionados - não está concluída. A vistoria do LNEC aos edifícios ainda não foi realizada", adianta.
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