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Correio da Manhã

Portugal
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Cabecilha dos assaltantes das armas de Tancos calado em tribunal. Ladrão espera em liberdade

João Paulino exige conhecer dados na posse da acusação.
Tânia Laranjo 23 de Janeiro de 2020 às 08:44
João Paulino
Melo Alves
João Paulino
Melo Alves
João Paulino
Melo Alves
João Paulino, o ex-fuzileiro que é tido como o cabecilha dos assaltantes das armas de Tancos, esteve esta quarta-feira em silêncio no Tribunal de Monsanto. Foi chamado pelo juiz Carlos Alexandre, no âmbito da instrução do processo, mas recusou-se a prestar declarações.

À saída, Melo Alves, o seu advogado, confirmou a libertação iminente - noticiada em primeira mão pelo CM - por exceder o prazo de prisão preventiva. Mas acredita que não será preso no âmbito de outro caso - o assalto às armas da PSP, onde aliás já foi acusado pelo Ministério Público.

Melo Alves assegurou também que o silêncio de João Paulino se deve exclusivamente ao tratamento diferenciado que foi dado à defesa e à acusação. "Queremos ter as mesmas armas. Se houve duas ações encobertas [da PJ], temos o direito de conhecê-las", disse o advogado do arguido.

Recorde-se que, segundo o Ministério Público, foi João Paulino quem combinou com os militares da GNR devolver as armas. A PJ Militar entrou também na encenação, simulando ter encontrado as armas.
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