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Correio da Manhã

Portugal
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Cabo da GNR ataca vizinho à catanada com vários golpes

António Máximo, militar de 59 anos na reforma, montou emboscada à vítima na rua, em Alcácer do Sal.
Sofia Garcia 24 de Fevereiro de 2019 às 01:30
Manuel Cabeças, vítima do crime em 2015, diz ao CM  que já foi perseguido e vive atualmente escondido, com medo de represálias, à espera do julgamento do agressor que está em liberdade
Crime ocorreu junto ao snack bar Sítimos, em Alcácer do Sal. Cabo reformado da GNR emboscou a vítima à noite
GNR
Manuel Cabeças, vítima do crime em 2015, diz ao CM  que já foi perseguido e vive atualmente escondido, com medo de represálias, à espera do julgamento do agressor que está em liberdade
Crime ocorreu junto ao snack bar Sítimos, em Alcácer do Sal. Cabo reformado da GNR emboscou a vítima à noite
GNR
Manuel Cabeças, vítima do crime em 2015, diz ao CM  que já foi perseguido e vive atualmente escondido, com medo de represálias, à espera do julgamento do agressor que está em liberdade
Crime ocorreu junto ao snack bar Sítimos, em Alcácer do Sal. Cabo reformado da GNR emboscou a vítima à noite
GNR
A vítima de um antigo cabo da GNR de Alcácer do Sal está há mais de três anos à espera de justiça, depois de em agosto de 2015 António Máximo Silvestre, à época com 59 anos, quase lhe ter tirado a vida. ‘Máximo’, alcunha do militar na reforma, e Manuel Cabeças, a vítima, eram vizinhos em Santa Catarina de Sítimos, Alcácer do Sal.

As desavenças entre os dois eram conhecidas e, na noite de 28 de agosto, Manuel, com 44 anos, foi atacado a golpes de catana que o atiraram para uma cama de hospital.

"Só me lembro de ver um bordão a vir na minha direção, que consegui evitar. Depois deu- -me catanadas nas pernas para eu não fugir", recorda a vítima ao CM. A acusação aponta para homicídio qualificado na forma tentada e ameaça agravada.

O antigo cabo da GNR, com um pau e uma catana de 60 cm de lâmina, esperou Manuel junto a um snack bar, numa rua escura. Atacou-o primeiro com o pau e desferiu-lhe depois três golpes de catana na perna esquerda, três na perna direita, um nas costas e outro na cabeça.

Os gritos da vítima alertaram uma vizinha e Máximo fugiu. Chegou a estar em prisão preventiva mas agora aguarda o julgamento em liberdade. "Tenho sido perseguido e ando fugido, não posso mais viver com as minhas filhas como antes. Tenho receio de um ataque", diz a vítima.

A data do julgamento já esteve marcada mas foi adiada. "Não volto lá, ele controla tudo desde Alcácer até Santiago", assegura Manuel Cabeças. A defesa da vítima tem tentado que o seu constituinte possa fazer exames noutra cidade mas sem sucesso.

Ameaça vizinha
Na noite do crime, Máximo ameaçou ainda uma vizinha com uma arma. A mulher tinha apresentado queixa na GNR sobre os cães que o arguido deixava soltos e que atacavam animais da vizinhança.

Armas em casa
Numa busca à casa do arguido, as autoridades encontraram, dispersas por vários locais da habitação, diversas armas e munições, algumas com manuscritos referentes a uma Escola da GNR.

Vida do avesso
Desde 2015, Manuel Cabeças, agora com 47 anos, tem vivido em casas emprestadas e atualmente vive num pequeno abrigo improvisado, numa zona de mato, sozinho, com medo de ser seguido.
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