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Correio da Manhã

Portugal
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CAÇA AO ASSASSINO

A Polícia Judiciária de Aveiro continua a recolher depoimentos e pistas que possam levar à detenção do assassino, ou assassinos, de Paula Alexandrino Maia, a jovem de 23 anos encontrada morta com cinco tiros, na casa de banho da empresa onde trabalhava, em Mamodeiro, Aveiro.
14 de Agosto de 2003 às 00:40
O crime comoveu profundamente a vila de Oiã, onde a vítima residia, que certamente estará em peso no funeral que hoje se realiza pelas 19h00, a partir da igreja local.
A ausência de qualquer furto na empresa – nem a caixa registadora foi tocada – aliada às circunstâncias do homicídio, indiciam tratar-se de uma questão do foro pessoal da vítima. “Estamos todos em estado de choque. A Paula chegou a ter casamento marcado para amanhã (hoje) e afinal vai ser o dia do seu funeral”, desabafou, emocionado, Nélson Alexandrino, tio da Paula, que, vindo do Brasil em gozo de férias, foi apanhado pela tragédia.
“Mentira, nunca esteve marcado casamento”, contrapõe Mário Neves, ex-noivo da jovem, industrial, que o CM foi encontrar, pouco dado a conversas, enquadrado pela família, em Amoreira da Gândara, a meia dúzia de quilómetros de Oiã.
“Acha que se eu tivesse feito alguma coisa, tinha ido ontem a casa dela, depois do crime?”, questiona Mário Neves, sem que qualquer pergunta a esse propósito lhe tivesse sido dirigida. O pai de Mário Neves, por seu turno, fala ao telemóvel e ameaça com processos judiciais qualquer jornalista que se refira à família. A essa hora, na capela da igreja de Oiã, familiares e amigos esperavam a chegada do corpo de Paula, vindo do IML de Coimbra.
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