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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Caça ao homem para travar saída do País

Junior Souza matou segurança com nove tiros à porta de discoteca.

10 de janeiro de 2017 às 01:45

As entidades policiais internacionais estão em alerta para o risco de fuga para o Brasil do homem que, no domingo, executou um segurança, de 30 anos, com nove tiros à porta de uma discoteca em Coimbra. A Polícia Judiciária teme que Junior Souza, de 21 anos, deixe o nosso país e tente chegar ao Brasil, de onde é natural.

Se isso acontecer, conseguirá escapar à detenção e ao julgamento em Portugal uma vez que o Brasil não extradita cidadãos nacionais. As autoridades judiciárias emitiram mandados de detenção europeus para tentar evitar a fuga.

Ontem, o suspeito de homicídio, que já é conhecido das autoridades, continuava a monte. Sem profissão definida, já tem antecedentes criminais por tentativa de homicídio depois de ter estado envolvido, em 2013, num tiroteio na Praça da República, em Coimbra.

No domingo fez nove disparos, à porta da discoteca Avenue Club, que atingiram Ismael Soares. Os primeiros tiros foram disparados de um carro em andamento, conduzido por um amigo de Junior Souza. Pouco depois regressou, saiu do carro e voltou a disparar sobre a vítima, que nessa altura já estava inanimada no meio da rua.

Tudo se passou à hora de encerramento da discoteca, mas terá tido origem numa discussão, no interior daquele espaço, entre uma cliente (a namorada do homicida) e a gerente da casa.

Ismael Soares terá tentado travar o conflito e retirou a cliente para o exterior, mas acabou por ser baleado já na rua. O agressor e a vítima conheciam-se e terão tido problemas anteriores.

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