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Correio da Manhã

Portugal
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Caça ao ovo da Páscoa

A Madalena foi a primeira a encontrar o ovo, que um coelho feito de cartolina azul segurava. Os outros petizes ainda investigavam os cantos, à procura dos seus, quando a menina, de quatro anos, foi sentar-se, muito orgulhosa, no banco corrido de madeira da Ludoteca do Espaço Monsanto, em Lisboa, onde mais de uma dezena de crianças ontem brincaram às escondidas com o coelho da Páscoa.
26 de Março de 2005 às 00:00
De orelhas recortadas e bigode traçado a lápis de carvão, havia coelhos de várias cores, tantas quantas as crianças presentes. Uma vez escondidos pela monitora, o desafio consistia em cada petiz encontrar o que tinha a cor escolhida.
O Tiago, de 4 anos, não estava particularmente confiante. “Onde é que eu vou procurar primeiro?”, sussurrou ao ouvido da mãe, quando os miúdos dispersavam, lançando olhares para debaixo das mesas.
O burburinho assustou o João, que se recusou a participar no jogo e deixou as lágrimas correr à vontade pelas bochechas coradas. O pai lá conseguiu acalmá-lo e, pouco depois, o miúdo já gritava, entusiasmado: “Encontrei! Encontrei!”
Símbolo de fertilidade
Todas as crianças acabaram por encontrar um ovo abraçado por um coelho de cartolina. O ovo é um dos mais antigos símbolos da Páscoa. Significa fertilidade e recomeço da vida. Quanto ao coelho, no antigo Egipto também era associado à fertilidade, dada a capacidade de produzir grandes ninhadas.
As explicações não interessaram aos mais novos, ocupados a pintar os ovos com todas as cores do arco-íris. Quando a tinta secou, os petizes depositaram-nos no colo dos coelhos e levaram-nos para casa.
Este ‘atelier’ de expressão plástica e artística relacionada com a Páscoa volta a realizar-se hoje a partir das 15h00. Para participar basta contactar o Espaço Monsanto através do telefone número 217710870 ou do ‘mail’ daev.dm@cm-lisboa.pt.
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