Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
4

Caçadeira encravou

A noite de trabalho para os dois agentes da esquadra da PSP da Damaia, Amadora, já estava quase no fim quando viram a morte de perto, nas imediações do Bairro Estrela de África, Venda Nova.
5 de Setembro de 2005 às 00:00
Um homem, em fuga para o interior do bairro, apontou uma espingarda-caçadeira aos polícias e carregou no gatilho. Por sorte, a arma encravou; os agentes saíram ilesos, os supeitos desapareceram.
Tudo aconteceu pelas 05h00 de sábado. O carro-patrulha da esquadra da Damaia estava prestes a terminar a ronda quando foram avistados movimentos suspeitos na Rua Latino Coelho, nas imediações do Bairro Estrela de África.
“Os agentes viram um indivíduo empunhando uma espingarda-caçadeira e outro ao volante de um Volkswagen Golf, que constava para apreender”, disse ao CM fonte policial.
Perante o alerta de carro roubado, os dois agentes resolveram avançar. Assim que viu os polícias, o condutor do automóvel arrancou, colidindo contra uma barraca. O impasse que se criou deu-lhe uma abertura para escapar, no que foi acompanhado pelo outro suspeito.
Durante a perseguição, aconteceu o imprevisto. “O indivíduo que tinha a caçadeira virou-se para trás e colocou-se em posição de fogo. Carregou no gatilho, mas a arma não disparou”, acrescentou o mesmo informador.
Os dois suspeitos acabaram por desaparecer no interior do Bairro Estrela de África.
AGENTE FOGE À MORTE POR DUAS VEZES
A cara do traficante ficou-lhe gravada na mente. Em 2002, durante uma perseguição, um agente da Esquadra de Investigação Criminal da PSP do Seixal só não morreu porque o revólver do jovem, um cabo-verdiano, à data com 17 anos, encravou. Mas ficou a memória. Na quinta-feira passada, mais de três anos volvidos, polícia e delinquente voltaram a encontrar-se, no mesmo sítio. O Bairro do Jamaica, no Fogueteiro. O agente e os colegas tinham como objectivo marcar terreno. No entanto, assim que viu o indivíduo que quase o havia assassinado três anos antes, o agente colocou-se em sentido. E a suspeita aumentou quando a brigada da PSP constatou que o jovem trazia um volume estranho à cintura. Assim que trocou olhares com os polícias, o traficante começou a correr. Momentos depois, pegou no mesmo revólver e apontou-o contra o mesmo agente. O gatilho encravou e, tal como três anos antes, a morte voltou a não querer nada com o agente da esquadra do Seixal.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)