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Correio da Manhã

Portugal
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CADÁVER EM ANGOLA É DE VANDA VIOLA

O corpo encontrado há cerca de dois meses enterrado no local do massacre de Ambriz, em Angola, é o de Vanda Viola, de acordo com a mãe da jovem, Lisete Pereira, que terá recebido a confirmação do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
14 de Dezembro de 2002 às 00:00
Resta agora saber quem se encontra no cemitério de Setúbal, se o corpo do jovem jovem Eduardo Silva ou o de outra pessoa, uma dúvida que só poderá ser esclarecida com a exumação do corpo.

Os testes genéticos realizados na passada sexta-feira vieram apenas confirmar a suspeita de Lisete Pereira, que de resto se disponibilizou para os exames, a de que teria existido uma troca de corpos, no processo de envio de Angola para Portugal. Uma suspeita que surgiu logo que foram concluídos os testes de ADN aos dois corpos encontrados em Novembro no local do massacre e que revelaram que, ao contrário do que se supunha, não se tratava de Eduardo Silva, de 15 anos, embora tenham confirmado que o outro cadáver era o do Hugo Viola, de três anos.

O jovem Eduardo Silva, que durante cerca de um ano se acreditou poder estar vivo, poderá assim estar enterrado em Setúbal, como defende Lisete Pereira. Com esta revelação dolorosa, os familiares das vítimas do massacre de Ambriz, nomeadamente Lisete Pereira e Leonor Matos, a mãe de Eduardo Silva, voltam a estar envolvidos num clima de dúvidas e de incertezas.

Com efeito, quando foram descobertos os dois corpos, em Novembro passado, os familiares acreditaram que tinha sido colocado um ponto final num processo que se arrasta há já um ano.

É que desde 21 de Novembro de 2001 que, quer os familiares quer as entidades portuguesas e angolanas, encetavam diligências para localizar Hugo Viola e Eduardo Silva, alegadamente os únicos sobreviventes. Com a descoberta dos dois corpos, um ano depois, as expectativas eram as de que teriam afinal morrido no massacre. A revelação de que um dos corpos não correspondia levou mesmo o primeiro-ministro a pronunciar-se. “Vamos prosseguir até que haja um completo esclarecimento da morte, ou não dessa criança”, afirmou Durão Barroso.
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