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Correio da Manhã

Portugal
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Cadáveres não são reclamados

Todos os anos, cerca de 80 corpos ficam por reclamar nos gabinetes do Instituto de Medicina Legal (IML), na sua maioria de sem-abrigo, toxicodependentes e imigrantes.
26 de Outubro de 2008 às 12:51

No ano passado, 67 corpos não foram reclamados e este ano já são 55, a sua maioria em Lisboa (18) e Porto (16).

De acordo com o presidente do IML, Duarte Nuno Vieira, tratam-se essencialmente de casos de pessoas idosas, que moram sozinhas, em lares ou hospitais, que as famílias não reclamam para não gastarem dinheiro nos funerais.

Existem também corpos de toxicodependentes, entre os 30 e 40 anos, afastados da família e que a sociedade marginaliza.

O prazo de reclamação dos corpos é de 30 dias. Quando ninguém os reclama, as câmara municipais enterram os corpos em campas identificadas com um número, para o caso de aparecer algum familiar.

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