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Correio da Manhã

Portugal
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Cadeia de Caxias em pé de guerra

Guardas não perdoam a diretor-geral insinuações de corrupção.
Miguel Curado 8 de Março de 2017 às 08:49
Celso Manata
Celso Manata
Celso Manata
Celso Manata
Celso Manata
Celso Manata
Celso Manata
Celso Manata
Celso Manata
O diretor-geral dos Serviços Prisionais, Celso Manata, esteve na cadeia de Caxias a prometer uma intervenção de fundo naquele estabelecimento prisional de onde fugiram três reclusos a 19 de fevereiro, procurando assim satisfazer as reivindicações dos guardas prisionais. Estes, no entanto, não desistem de participar na vigília de hoje em Lisboa, convocada para protestar contra as insinuações de Celso Manata relativamente à alegada corrupção de guardas.

Ao que o CM apurou, Celso Manata falou na segunda-feira com os delegados sindicais da cadeia de Caxias – e prometeu iniciar em breve obras para desmatar a zona envolvente às redes do estabelecimento prisional, na ala Norte, por onde os dois chilenos e o luso-israelita fugiram.

Além disso, o diretor-geral das cadeias disse já ter em andamento a obra de pavimentação da área entre duas das torres de vigilância, que segundo os guardas prisionais está em muito más condições. Por fim, Celso Manata assegurou contar com o apoio da Câmara de Oeiras para alcatroar todo o pátio do estabelecimento prisional de Caxias.

Os guardas prisionais dão o benefício da dúvida ao responsável das cadeias, mas aguardam apenas que o inquérito à fuga de Caxias ilibe de culpas os funcionários da cadeia (civis e guardas) na fuga de 19 de fevereiro, para pedir a demissão de Celso Manata, que insinuou a cumplicidade de guardas na fuga. Além da vigília de hoje, os guardas prisionais têm agendada greve para 21, 22 e 23 deste mês.
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