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Correio da Manhã

Portugal
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Cadeias vão testar presos à Covid-19 antes de os transferir

Casos de Covid-19 em reclusos que mudaram de prisão levam diretor-geral a pedir testes rápidos que podem suspender transferências.
Miguel Curado 15 de Fevereiro de 2021 às 08:00
FOTO: Sérgio Azenha
A descoberta de vários casos de Covid-19 em reclusos vindos de prisões, nomeadamente de Lisboa para Leiria e Montijo, levou o diretor-geral dos Serviços Prisionais, Rómulo Mateus, a decretar a obrigatoriedade de testes rápidos à doença antes das mudanças de presos.

Contactada pelo CM, a Direção-Geral dos Serviços Prisionais (DGSP) não desmente a deteção de casos. “Articuladamente com a saúde pública, têm sido tomadas medidas atinentes à proteção de reclusos e trabalhadores”, refere fonte oficial. O CM sabe, no entanto, que depois de ter sido detetado um surto de Covid-19 na prisão lisboeta (ontem estavam confirmados 79 casos, com os reclusos encerrados num pavilhão, vigiados por guardas), foi ordenada a testagem nos estabelecimentos para onde foi ordenada a mudança de presos vindos da capital.

Em Leiria foram descobertos 4 casos, e entre os 25 detetados na prisão do Montijo há vários que antes estavam na prisão de Lisboa. Assim, na sexta-feira, o diretor-geral, Rómulo Mateus, ordenou a realização de testes rápidos a todos os reclusos em trânsito entre prisões. Em caso de contágio, a transferência é suspensa. O responsável máximo das prisões quer ainda a imposição de quarentena aos presos que sejam levados a hospitais civis. Por fim, Rómulo Mateus exige ainda atenção à ocultação de sintomas de Covid-19 por parte dos reclusos, pedindo a medição de temperatura em momento fixos do dia (abertura ou fecho de celas, ou ida para as refeições).
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