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Correio da Manhã

Portugal

Caldas vai ter golfe

Campos de golfe e uma nova unidade hoteleira poderão vir a ser construídos na zona das Caldas de Monchique. Isso mesmo deverá constar no plano de pormenor para esta conhecida área da serra algarvia que está a ser elaborado pela autarquia monchiquense. O prazo de conclusão é de cerca de cinco meses.
4 de Maio de 2007 às 00:00
Em recente reunião da autarquia, o vereador permanente Carlos Henrique Alves revelou que a área de aptidão turística das Caldas de Monchique previa “três campos de golfe de montanha, 65 moradias e um hotel.” E adiantou que o objectivo é fazer com que, em termos turísticos, a zona se transforme num “pólo importante na região.”
O autarca defendeu ainda que este é o melhor momento para estabelecer as regras urbanísticas, dado que já se encontra concluído o novo Plano de Ordenamento do Território do Algarve (PROTAL), frisando que o mesmo se revela “muito mais generoso do que o anterior.”
Elidérico Viegas, presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), disse ao CM que as Caldas apresentam um grande potencial, dado que “permitem aliar as vertentes de lazer, ambiental e de saúde.” Quanto à construção de campos de golfe, o dirigente associativo considerou que não terá impactos ambientais negativos: “Se se trocar eucaliptos por relva, a natureza fica a ganhar.” E adiantou que “os campos podem funcionar como corta-fogos.”
2500 CAMAS
O novo PROTAL estabelece, além das Caldas, duas outras áreas de aptidão turística para o concelho de Monchique: a Picota (a 774 metros de altitude) e a Fóia – o ponto mais alto do Algarve, situado a 902 metros do nível do mar.
De acordo com o Plano Director Municipal (PDM), o número total de camas turísticas previsto para os referidos núcleos de desenvolvimento turístico é de 2500. O documento pormenoriza que área das Caldas de Monchique poderá chegar às 1000 camas, a Fóia às 800 e a Picota às 700.
O PDM define critérios de salvaguarda ambiental e de valorização paisagística que terão de ser cumpridos, limitando o volume de construção. Preconiza, por outro lado, a necessidade de cada empreendimento, conjunto ou aldeamento turístico não possuir uma área de intervenção inferior a 25 hectares.
VILLA TERMAL COM MAIS CLIENTES
A Villa Termal das Caldas de Monchique liderou, em 2006. o ranking da Associação das Termas de Portugal, na categoria ‘Bem Estar’. As termas algarvias, que ocuparam a primeira posição em todos os trimestres do ano passado, registaram sete mil clientes, o que representou um aumento de 32,2 por cento em relação a 2005.
O núcleo turístico é constituído por cinco unidades hoteleiras, quatro das quais situadas em edifícios históricos requalificados. Existe uma piscina exterior de água termal, balneário spa termal (o único do Algarve), salas de reunião, restaurantes, lojas e bar.
O complexo termal foi adquirido pela Fundação Oriente em 1994, tendo sido sujeito a importantes obras de remodelação e de restauro. Voltou a abrir ao público há seis anos atrás, apostando em programas inovadores, como a vinoterapia, para atrair clientes.
A água é considerada, em termos medicinais, indicada para afecções das vias respiratórias e músculo-esqueléticas.
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