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Calor mata bebé fechado no carro

Um menino de três anos morreu após ter estado, segundo a família, cerca de 30 minutos dentro da carrinha dos pais com as janelas e as portas fechadas. A Opel Astra estava estacionada no terraço em frente à casa e terá sido o intenso calor provocado pelo sol que se fez sentir anteontem à tarde a provocar a morte do pequeno Tiago, em São Tomé de Covelas, Baião.

28 de junho de 2011 às 00:30

O bebé ainda foi assistido pelos bombeiros de Santa Marinha do Zêzere e pelos médicos do INEM, mas acabaria por morrer na ambulância a caminho do hospital. A tragédia que abalou a pequena aldeia de Baião ocorreu quando se festejava o aniversário do irmão de Tiago. "O meu filho mais velho fazia oito anos e demos uma festa com toda a família. A meio da tarde, as crianças foram brincar e nós ficámos a arrumar a cozinha", recordou ao CM a mãe, Susana Monteiro, de 29 anos.

Algum tempo depois, já pelas 17h00, deu-se pela falta do pequeno Tiago. "Foram procurá-lo a minha casa, porque ele andava sempre atrás de mim, mas eu disse-lhes que não o tinha visto", descreveu a tia, Maria Palmira.

Instalada a preocupação entre a família – nesta altura estavam cinco adultos na casa – as buscas intensificaram-se e acabou por ser o pai, Paulo Jorge Monteiro, 30 anos, a encontrar o pequeno Tiago. "Quando o vi dentro do carro, o Tiago estava a vomitar mas ainda consciente", referiu ontem, ainda em choque, o pai da vítima mortal.

Logo de seguida, Paulo Monteiro retirou o filho de três anos do carro e levou-o para o interior da casa, onde Tiago foi sujeito a manobras de reanimação. "Foi uma prima nossa, que tem conhecimentos de primeiros-socorros, que esteve a reanimar o menino até à chegada dos bombeiros", afirmou a mãe.

Tiago foi então levado de ambulância até Baião, onde os médicos do INEM já o esperavam. Porém, as várias tentativas de estabilizar a criança revelaram-se infrutíferas e o bebé acabou por morrer.

PAI CONDUZIU AMBULÂNCIA E CRITICA SOCORRO

"Se o meu menino fosse socorrido a tempo não teria morrido", dizia, ontem, o pai de Tiago. Paulo Monteiro, assim como a restante família, não poupa críticas à actuação dos Bombeiros de Santa Marinha do Zêzere, acusando-os de demorarem demasiado tempo nos nove quilómetros que separam o quartel de São Tomé de Covelas. "Fiz o primeiro telefonema às 17h50 e eles só chegaram 30 minutos depois", realçou Paulo Monteiro. O pai de Tiago estranha que lhe tenham pedido para conduzir a ambulância. "O bombeiro que sabia socorrer era o único que conduzia e, por isso, fui eu que levei a ambulância."

Ao CM, o comandante José Miranda defendeu que o tempo de resposta "foi o normal para a situação em causa" e que o pedido feito ao pai foi "uma decisão dos socorristas para evitar perder tempo".

"ELE NUNCA TINHA FEITO UMA COISA DESTAS"

Tiago morreu no dia em que o irmão mais velho festejava oito anos. A tragédia aconteceu durante a festa que reuniu quase 30 pessoas na casa da família, em São Tomé de Covelas. "Depois de cantarem os parabéns, as pessoas foram indo embora. Quando fomos à procura do Tiago, estavam cá, sobretudo, as crianças a brincar", contou ao CM a mãe, Susana Monteiro.

Cinco adultos mantiveram-se em casa a arrumar a cozinha e nenhum se apercebeu de que o menino tinha ido para o carro. "Ele nunca tinha feito uma coisa destas", garantiu Susana Monteiro, que tem outros dois filhos menores.

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