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Correio da Manhã

Portugal
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Calote de meio milhão de euros aos GNR

Serviços gratificados em aeródromos em atraso há 18 meses.
Rui Pando Gomes 14 de Junho de 2020 às 09:04
Polícia Judiciária
PSP
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PSP
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Cerca de 100 militares da GNR estão há 18 meses à espera para receberem os pagamentos pelos serviços gratificados prestados nos aeródromos de Bragança, Vila Real, Viseu e Portimão para garantir o funcionamento da carreira aérea financiada pelo Governo.

Os voos são assegurados pela operadora Sevenair, no âmbito de um contrato de prestação de serviço público estabelecido com o Estado. Segundo o CM apurou, os militares não recebem qualquer pagamento desde janeiro de 2019. A dívida total já ultrapassa os 500 mil euros e aumenta todos os meses, uma vez que o serviço continua ser prestado. A carreira aérea não pode funcionar sem a presença de elementos de uma força de segurança em cada aeródromo.

O CM sabe que alguns dos militares têm mais de 4 mil euros cada para receber e estão a ponderar recusar prestar o serviço gratificado, o que pode levar ao cancelamento da carreira aérea da Sevenair, que atualmente promove dois voos por dia devido à grande procura que regista de passageiros.

O problema já dura há quatro anos. As câmaras municipais onde estão localizados os aeródromos era inicialmente responsáveis pelo pagamento, mas passaram essa responsabilidade para a Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC), que está a empurrar a dívida para o Governo.

O CM questionou o Comando Geral da GNR e o Ministério da Administração Interna mas não obteve respostas. Igualmente a ANAC foi contactada, por email e telefone, mas sem resultado.
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