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Correio da Manhã

Portugal
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Cama por fazer trama candidato à Marinha abusado por sargento

Militar que atacou teve caso igual há 18 anos.
Sérgio A. Vitorino 27 de Fevereiro de 2019 às 01:30
Abusos ocorreram numa caserna nas instalações em Alcântara onde ficam os candidatos a praças
Militar fingiu à vítima ser médico
Médicos
Abusos ocorreram numa caserna nas instalações em Alcântara onde ficam os candidatos a praças
Militar fingiu à vítima ser médico
Médicos
Abusos ocorreram numa caserna nas instalações em Alcântara onde ficam os candidatos a praças
Militar fingiu à vítima ser médico
Médicos
O candidato à Marinha, de 18 anos, tinha saído do dormitório onde passara a noite, nas instalações navais de Alcântara, quando um dos responsáveis do recrutamento lhe perguntou se fizera a cama, na quinta-feira de manhã.

O jovem tinha-se esquecido e voltou atrás. Terá sido a única ocasião em que andou sozinho pelas instalações e o sargento predador aproveitou-a para enganar e abusar sexualmente do mancebo, dentro da caserna.

Tal como o CM noticiou, o sargento, com mais de 50 anos, está a ser investigado pela PJ Militar após o candidato ter denunciado que o homem lhe disse ser médico (na realidade tem outras funções no Laboratório de Análises Farmacotoxicológicas da Marinha) e que precisava de lhe fazer alguns exames.

Para ‘despachar’, os exames seriam na caserna e não num gabinete. Mandou o jovem vítima despir-se e abusou dela através de toques nos genitais e importunação sexual.

O mancebo repeliu o falso médico e foi relatar os abusos ao oficial de serviço. Foi de imediato chamada a PJ Militar, que ao final da tarde ouviu a vítima - apoiada por duas psicólogas - e o sargento, que negou as suspeitas. Mas foi afastado do contacto com todos os candidatos. As casernas são no piso abaixo do laboratório e o suspeito já não estava autorizado a lá entrar.

O CM sabe que o mesmo militar, em dezembro de 2000, cumpriu seis dias de prisão e foi mudado de unidade depois de um outro escândalo sexual. "Foi punido de acordo com o regulamento em vigor na altura", explica a Marinha.

"Não nos revemos nem toleramos este tipo de comportamento", disse ao CM fonte da Armada, que tem em curso um processo interno que "dê respostas" e permita "implementar medidas de controlo adicionais para que uma situação como esta não se repita."
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