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Câmara da Maia confirma que empresa que ardeu estava ilegal

Cinco pessoas ficaram feridas.

12 de abril de 2017 às 18:50

A Câmara da Maia confirmou, em comunicado, que a fábrica de lavagem de camiões de transporte de produtos químicos que ardeu esta quarta-feira neste concelho causando cinco feridos, dois dos quais graves, laborava ilegalmente.

A autarquia conta que, por deliberação do executivo municipal, a 05 de agosto de 2010, foi determinado a demolição das estruturas da unidade da empresa A. J. Monteiro, localizada na rua do Chouso, freguesia de Vila Nova da Telha, mas esta deliberação esteve suspensa até dezembro de 2015.

"A execução desta deliberação municipal esteve suspensa até dezembro de 2015 por força de uma ação judicial intentada pela empresa A. J. Monteiro junto do Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto. Pelo meio foi tentado, junto da Câmara da Maia, um processo de legalização das instalações ocupadas pela A. J. Monteiro, tendo recaído sobre o mesmo decisão municipal de indeferimento", lê-se no comunicado camarário.

Ao início da tarde, no local do incêndio que mobilizou oito corporações de bombeiros e causou danos em toda a oficina, em dois camiões cisterna e em quatro veículos, o vereador da Proteção Civil da Câmara da Maia, Mário Neves, indicou que a empresa tinha manifestado intenção de se relocalizar, abandonando o atual espaço "dentro de 15 dias".

Entretanto, neste comunicado a Câmara da Maia descreve que a A. J. Monteiro "manifestou [junto da autarquia] vontade de voluntariamente abandonar a atividade que vinha exercendo no local", mas "promovida nova ação de fiscalização pelo Serviço de Polícia Municipal, constatou-se que a empresa, ao contrário do compromisso assumido, não cumpriu com a cessação da sua atividade".

"[Está] nesta altura em curso a prossecução de medida de tutela de reposição da legalidade urbanística", termina a nota.

Em causa está um armazém de lavagem de cisternas localizado a 150 quilómetros do aeroporto Sá Carneiro, no qual trabalham 11 trabalhadores.

O alerta para o incêndio foi dado cerca das 11h30, tendo o comandante dos Bombeiros Voluntários de Moreira da Maia considerado que estava "terminado" cerca das 14h30.

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