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Correio da Manhã

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Câmara de Gaia vai tentar auxíliar trabalhadores da Cerâmica de Valadares

O presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, deslocou-se hoje até junto do piquete de greve à porta da Cerâmica de Valadares, para expressar a intenção da autarquia de prestar auxílio aos trabalhadores em maiores dificuldades.
4 de Fevereiro de 2012 às 13:55
Cerâmica de Valadares, piquete de greve,  presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes
Cerâmica de Valadares, piquete de greve, presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes FOTO: Lusa

"Água, lixo, saneamento, prestações nas escolas" são as tarifas municipais de que a Câmara de Gaia está disponível a baixar nos casos dos trabalhadores da Cerâmica de Valadares que demostrem estar a enfrentar dificuldades económicas, anunciou hoje Luís Filipe Menezes à porta daquela unidade fabril.

Um piquete de cerca de duas dezenas de trabalhadores mantém-se nos últimos dias à porta da fábrica, reclamando o pagamento de dois meses de salários em atraso. Apesar do anúncio feito na sexta-feira pela administração de que o pagamento antecipado de uma encomenda permitiria resolver o problema salarial, os trabalhadores garantem que até agora não receberam qualquer comunicação da empresa nesse sentido.

"A câmara não é um sindicato, nem o ministério da Economia, o seu papel é aconchegar as dificuldades das pessoas, de acordo com as competências que tem e é isso que estamos a fazer", afirmou Luís Filipe Menezes.

Durante a próxima semana, a autarquia, com o auxílio das juntas de freguesias de Valadares e de Vilar do Paraíso, irá montar um local de atendimento para tentar identificar os casos de trabalhadores com maiores dificuldades.

"Dado que esta situação se está a agudizar vou fazer uma reunião de câmara para avaliar não só a questão da Cerâmica de Valadares mas também uma ou duas situações agudas de desemprego que estão a suceder em Gaia", anunciou ainda Menezes, que afirmou a sua intenção de convidar deputados das várias forças políticas para essa reunião onde irá tentar "encontrar um pacote de ajuda mínima" aos trabalhadores.

O presidente da Câmara de Gaia fez ainda um apelo ao Governo "para que o IMI que é lançado este ano a título excepcional e que não vem para as Câmaras, possa ser reponderado no caso de trabalhadores desempregados".

Luís Filipe Menezes recordou que "a Câmara resolveu problemas a esta empresa há dois ou três anos atrás, quando valorizou estes terrenos de uma forma brutal para fazer aquilo que era óbvio, que era negociar com a banca e transferir esta empresa para outro local em Valadares onde fosse possível ter um outro lay-out, que aumentasse a sua capacidade produtividade da empresa".

"Eu acho que passou demasiado tempo desde aí até agora, mas não quero fazer juízos de valor", afirmou Luís Filipe Menezes, que disse que só voltou a ser contactado pela administração da empresa em meados de Dezembro e que na altura lhe pediram "ajuda para pressionar o Governo e da banca desbloquear pequenos quantitativos que, segundo eles, resolveriam o problema da empresa".

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