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Câmara de Leiria toma posse do Parque de Campismo da Praia do Pedrógão

Município fica com a exploração direta do complexo de 11 hectares, que estava concessionado a uma empresa.

05 de maio de 2025 às 15:35

A Câmara Municipal de Leiria mobilizou um forte dispositivo para tomar posse administrativa coerciva do Parque de Campismo da Praia do Pedrógão, mas o ato decorreu sem incidentes, na manhã desta segunda-feira. O concessionário assinou o ato de posse do complexo e abriu os portões, evitando uma entrada forçada que estava já a ser preparada.

Construído em 1979, numa área de 11 hectares com vista para o mar, o Parque estava concessionado até 2027 a uma empresa privada, mas o Município alegou "inúmeros incumprimentos" para rescindir o contrato. A empresa contestou e queixou-se ao Tribunal, mas não conseguiu travar a entrega ao Município, que passa a ser responsável pela exploração do complexo.

"A partir deste exato momento, ficámos nós a tomar conta do Parque de Campismo, com todas as responsabilidades inerentes a isso", disse o presidente da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Lopes, no exato momento em que os portões se abriam para a equipa mobilizada pelo município entrar no complexo.

"É contra a nossa vontade, os senhores acham que têm o poder para o fazer e fazem-no, a justiça dirá o resultado", respondeu José Marcelino, funcionário da Horizonte Itinerante, empresa concessionária.

A exploração do Parque de Campismo passa a ser da responsabilidade da Câmara Municipal de Leiria, que no próximo domingo vai reunir com os utilizadores anuais, para facilitar uma "transição tranquila e segura".

"Nâo vamos conseguir fazer as manutenções todas de que o Parque precisa até ao Verão, mas a partir de agora temos equipas preparadas para tomar conta do Parque e encontrar soluções para que possa ter melhores condições do que aquelas que tem agora" no pico das férias, disse ao CM o autarca Gonçalo Lopes, criticando a "degradação assustadora" e o "funcionário anárquico" do complexo.

Em defesa da empresa concessionária, José Marcelino diz que os investimentos que ficaram por fazer resultam de dificuldades diversas que tiveram de ultrapassar. "A Covid, a tempestade Leslie e o incêndio no Pinhal de Leiria obrigaram-nos a canalizar esforços financeiros para podermos sobreviver e não nos foi possível fazer os investimentos", explicou ao CM.

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