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Correio da Manhã

Portugal
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Camionista condenado a quatro anos e meio por violar turista

O colectivo de juízes do Tribunal de Rio Maior condenou nesta terça-feira o camionista acusado de ter violado em Abril uma turista dinamarquesa a quatro anos e seis meses de prisão efectiva.
30 de Outubro de 2012 às 18:22
Camionista acabou por parar numa zona de mato junto do IC2 (itinerário complementar), perto de Rio Maior, onde, depois de várias agressões e ameaças com uma chave de fendas, consumou o acto sexual
Camionista acabou por parar numa zona de mato junto do IC2 (itinerário complementar), perto de Rio Maior, onde, depois de várias agressões e ameaças com uma chave de fendas, consumou o acto sexual FOTO: Carlos Barroso

O presidente do colectivo, Arlindo Crua, considerou a pena "branda" tendo em conta a gravidade dos factos, afirmando não haver "nada que desculpe" que uma pessoa que se encontre à boleia, gozando de um direito de liberdade de circulação, seja sujeito a este tipo de ato.

O colectivo considerou provado que, no dia 16 de Abril último, junto a Leiria, Marco Ribeiro, 31 anos, voltou para trás para dar boleia à jovem, que se encontrava em Portugal no âmbito de uma viagem pela Europa que a tinha levado já a 23 países.

A jovem, que não fala português, provinha do Porto e dirigia-se a Sintra, tendo-se Marco Ribeiro disponibilizado para a levar até Porto de Mós e oferecido depois para a levar ao destino, desde que pagasse, e sugerindo, por gestos, que, se não tivesse dinheiro, o fizesse através de ato sexual, o que a mulher recusou, pedindo para sair.

O camionista acabou por parar numa zona de mato junto do IC2 (itinerário complementar), perto de Rio Maior, onde, depois de várias agressões e ameaças com uma chave de fendas, consumou o acto sexual.

O colectivo entendeu que a simples ameaça de prisão, com suspensão da pena, seria uma mera "profissão de fé", por se manter o perigo de perturbação da ordem pública, dado que Marco Ribeiro revela um "défice de conhecimento das normas sociais", mostrando-se incapaz de antecipar as consequências dos seus actos e tendo agido no sentido de uma satisfação imediata dos seus instintos sexuais.

 


O acórdão determina que ao tempo de prisão efectiva sejam descontados os meses de prisão domiciliária já cumpridos e o tempo que mediar até trânsito em julgado.

O advogado de defesa, João Ferreira, disse à agência Lusa que vai recorrer da sentença, já que estava confiante de que, com a confissão feita pelo seu cliente em tribunal, a pena seria suspensa.

O crime de violação de forma consumada é passível de pena de prisão de três a 10 anos.

O juiz disse esperar que o tempo que Marco Ribeiro vai passar na prisão sirva para pensar no ato que cometeu e no que quer fazer da vida.

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