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Correio da Manhã

Portugal
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Ataque de abelhas mata camionista

Nuno Filipe foi fazer a manutenção de 12 colmeias quando foi atacado por centenas de insetos.
Luís Oliveira 11 de Abril de 2017 às 01:30
Liliana Cardoso e José Nunes, mulher e pai de Nuno Filipe (foto pequena), camionista que morreu depois de ter sido atacado por abelhas, em Moimenta da Beira
Homem morre asfixiado depois de ser picado por abelhas em Moimenta da Beira
Homem morre asfixiado depois de ser picado por abelhas em Moimenta da Beira
Homem morre asfixiado depois de ser picado por abelhas em Moimenta da Beira
Abelhas
Abelhas
Liliana Cardoso e José Nunes, mulher e pai de Nuno Filipe (foto pequena), camionista que morreu depois de ter sido atacado por abelhas, em Moimenta da Beira
Homem morre asfixiado depois de ser picado por abelhas em Moimenta da Beira
Homem morre asfixiado depois de ser picado por abelhas em Moimenta da Beira
Homem morre asfixiado depois de ser picado por abelhas em Moimenta da Beira
Abelhas
Abelhas
Liliana Cardoso e José Nunes, mulher e pai de Nuno Filipe (foto pequena), camionista que morreu depois de ter sido atacado por abelhas, em Moimenta da Beira
Homem morre asfixiado depois de ser picado por abelhas em Moimenta da Beira
Homem morre asfixiado depois de ser picado por abelhas em Moimenta da Beira
Homem morre asfixiado depois de ser picado por abelhas em Moimenta da Beira
Abelhas
Abelhas
Nuno Filipe Nunes, de 38 anos, era camionista de transportes internacionais e nos tempos livres explorava doze colmeias. No domingo foi atacado pelos insetos e acabou por morrer, picado, quando fazia a manutenção dos enxames de abelhas na propriedade agrícola em Ariz, no concelho de Moimenta da Beira.

A tragédia deixou em choque não só a família da vítima mas toda a população local. Segundo contou ontem Liliana Cardoso, a mulher, Nuno Filipe decidiu ir fazer a manutenção das colmeias antes de almoço. "Eu disse-lhe para deixar para outro dia mas ele insistiu. Parecia que estava a adivinhar", lamenta-se Liliana. O tempo foi passando e Nuno não apareceu para o almoço, até que, às 14h00, o pai dele foi ver o que se passava.

Encontrou-o perto das colmeias, prostrado no chão e com o fato de apicultor aberto. "Eu ainda o abanei mas não teve qualquer reação", descreveu José Nunes, de 65 anos, salientando que o filho estava muito picado.

"Foi atacado por muitas abelhas. Só falta perceber é o motivo", adianta o agricultor, também ele habituado a tratar de colmeias. A vítima terá entrado em paragem cardiorrespiratória e terá morrido por asfixia após ter sido picado na zona da garganta. O pai pediu socorro e alertou as autoridades. Ao local ainda se deslocou uma equipa médica do INEM que procedeu a manobras de reanimação, trabalhos que se revelaram infrutíferos. Os médicos acabaram por atestar o óbito no local.

O corpo do homem foi transportado para o gabinete do Instituto de Medicina Legal do hospital de Viseu, onde ontem foi autopsiado. A GNR foi chamada ao local e investiga o que esteve na origem do ataque dos insetos. Um enigma também para a família. "Ele tinha as colmeias há 4 anos, por isso já contava com alguma experiência. É uma tragédia sem explicação", adiantou José Nunes, que nada pôde fazer para salvar o filho.
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