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Correio da Manhã

Portugal
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Camisinhas à discrição

Os preservativos vão começar a ser distribuídos à discrição nos centros de saúde, estando os stocks a ser repostos em grandes quantidades, anunciou o coordenador do Programa Nacional de Saúde Reprodutiva.
12 de Fevereiro de 2008 às 00:30
Em declarações ao Correio da Manhã, Jorge Branco, director da Maternidade Alfredo da Costa, Lisboa, que coordenou um estudo sobre os partos que serviu de base à decisão de encerrar algumas maternidades, garantiu que os preservativos são distribuídos gratuitamente sem limite de quantidade. “Deve haver bom senso, mas não haverá um limite na distribuição dos preservativos.”
O objectivo da distribuição, que já é gratuita, é “evitar gravidezes indesejadas, promover uma saúde geral e reprodutiva e evitar as infecções sexualmente transmissíveis, que são uma ameaça em todas as idades”.
Jorge Branco disse ainda não saber precisar quanto vai custar ao Serviço Nacional de Saúde uma maior distribuição gratuita dos preservativos, sublinhando que “o valor é pequeno comparado com os ganhos em saúde”, lembrando a propósito a nova lei da interrupção voluntária da gravidez.
Os utentes que queiram preservativos gratuitos precisam apenas de estar inscritos no centro de saúde e ir a uma consulta de planeamento familiar uma vez por ano.
A distribuição da pílula também é aumentada, podendo as mulheres receber o anticoncepcional para um período de seis meses.
CASAIS ADIAM INSEMINAÇÃO E ESPERAM AJUDA
Entre vinte a trinta pessoas adiaram o início dos tratamentos de infertilidade no sector privado por estarem à espera da ajuda financeira anunciada pelo Governo em Novembro, segundo a Associação Portuguesa de Infertilidade. A presidente da Associação, Cláudia Vieira, referiu ontem, dia em que foi publicada a regulamentação da Lei da Procriação Medicamente Assistida, que tem recebido dezenas de questões sobre o financiamento total dos tratamentos de primeira linha, que inclui inseminação intra-uterina e estimulação ovárica, e o primeiro ciclo dos tratamentos de segunda linha, que passa por injecções introcitoplasmática de espermatozóides e fertilização in vitro. Entretanto, a Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução considerou que há falta de “critérios de qualidade e de creditação” na regulamentação da lei. “No sector clínico a regulamentação é omissa nos critérios de qualidade e creditação e não são exigidas formação e competências diferenciadas aos profissionais segundo os critérios europeus."
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