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Correio da Manhã

Portugal
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CANCRO DA PRÓSTATA AFECTA 110 MIL

Os resultados do rastreio do cancro da próstata no Serviço de Urologia do Hospital do Desterro, em Lisboa, apontam para a existência de 110 mil portugueses com a doença. Assim, dos 2841 homens sujeitos, desde o início de 2001, a rastreio naquele serviço, 89 sofriam da doença, o que traduz uma prevalência – considerada “preocupante” pelos especialistas – de 2,2 por cento.
7 de Fevereiro de 2003 às 00:00
Do conjunto de indivíduos, 516 foram conduzidos a segunda consulta para marcação de biópsia. Alguns recusaram-se a fazê-la, outros faltaram à consulta, pelo que apenas 402 foram realizadas. 89 deram resultado positivo, ou seja, acusaram a presença de carcinoma maligno.

Como explicou, ontem, o director do Serviço de Urologia do Desterro, Calais da Silva, o tratamento implica ou a prostatectomia radical ou a radioterapia. “Todos os doentes foram tratados em tempo útil e nenhum está em lista de espera”, assegurou.

A prevalência de 2,2 por cento está de acordo com os valores previstos para a população portuguesa. Aquela é menor nos países do Sul da Europa, segundo se julga, devido aos efeitos benéficos da dieta mediterrânica, à base de legumes, peixe e gorduras vegetais como o azeite.

Atendendo a que o cancro da próstata é o mais comum entre homens, defende-se o rastreio para todos os que tenham mais de 50 anos ou mais novos com casos na família.

Calais da Silva fez questão de notar que neste tipo de carcinoma “não há sintomas”. “Urinar mal ou levantar-se de noite para urinar pode não querer dizer nada. Pode ser benigno.” O rastreio é executado através de um “teste simples” de segunda a quinta-feira, a partir das 11h00, naquele serviço hospitalar, no âmbito de um protocolo com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.
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