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Correio da Manhã

Portugal
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Candidatos confiantes

José Miguel Boquinhas votou às 15h48 e Pedro Nunes duas horas depois. Os dois candidatos mostraram-se convictos da sua vitória, mas o segundo recebeu abraços mais calorosos de colegas que se dirigiram à Avenida Gago Coutinho, em Lisboa, para votar. Rodrigues Pena já tinha votado, fazendo-o por correio.
16 de Dezembro de 2004 às 00:00
Pedro Nunes e José Miguel Boquinhas votaram na Ordem. Rodrigues pena enviou o seu voto pelos CTT
Pedro Nunes e José Miguel Boquinhas votaram na Ordem. Rodrigues pena enviou o seu voto pelos CTT FOTO: Vítor Mota
Pedro Nunes esteve ontem no Porto e em Coimbra para acompanhar as eleições que a nível nacional apontam o bastonário e a nível regional elegem as listas para as secções regionais do Norte, Centro e Sul e ainda as listas distritais.
Bem disposto, Pedro Nunes confidencia que abrirá uma garrafa de champanhe ao fim da noite. “Se não ganhar”, disse brincalhão, “bebo com a família”.
José Miguel Boquinhas mostrou-se um pouco mais comedido quanto às suas expectativas, enquanto aguardava pelo resultado das eleições rodeado de elementos da sua lista.
O bastonário Germano de Sousa, que passa o testemunho em finais de Janeiro, diz ao CM que contribuiu nos seus dois mandatos para “melhorar a imagem dos médicos junto da sociedade”.
Os momentos mais difíceis que enfrentou como bastonário foram a lei da criação da rede de cuidados primários de saúde e a lei do acto médico e da Entidade Reguladora da Saúde.
Os desafios futuros do novo bastonário são o contributo para preservar as carreiras médicas, melhorar a sua formação e a qualidade técnica da medicina.
Sem acreditar nessa melhoria, uma médica anestesista confessou ao CM, depois de votar, que “saiu dos hospitais por não aceitar situações de falta de ética, em que se transforma a Medicina num negócio”.
“Saí da maternidade por não concordar com as soluções economicamente mais vantajosas que ali começaram a ser tomadas quando se transformou num SA”, disse a médica, que pediu anonimato.
Outro aspecto que coloca “médicos contra médicos”, critica a anestesista, “é a contratação de tarefeiros, que ganham três vezes mais do que os profissionais do quadro, que são quem assume as responsabilidades”.
O casal Maria Emília e Vítor Rodrigues, patologistas clínicos na reforma, esperam que os médicos reconquistem o prestígio e que não exerçam clínica com a ambição do dinheiro.
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