Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
5

Caos nas Urgências

As Urgências do Hospital Distrital de Faro (HDF) estiveram ontem em situação de ruptura. O Serviço de Observação, que tem 10 camas, atingiu os 44 doentes internados. Em conjunto com as pessoas que deram entrada no serviço, mas não foram internadas, nos corredores chegaram a estar 80 macas. Muitas delas, das próprias ambulâncias que transportaram os doentes para o hospital.
20 de Novembro de 2007 às 00:00
Nos corredores dos hospital chegaram a estar 80 macas
Nos corredores dos hospital chegaram a estar 80 macas FOTO: Luís Forra/Lusa
“Tratou-se de uma situação com uma quantidade de pessoas muito grande”, admitiu ao CM Helena Gomes, directora clínica do hospital que, no entanto, não quis classificar a situação como de “ruptura”.
A médica explicou que o anormal número de pessoas nas Urgências se deveu “às alterações climatéricas” a que se juntou o facto de “durante o fim-de-semana, se terem realizado poucas altas no hospital.” Helena Gomes esperava que “até ao final do dia” a situação estivesse resolvida.”
O caso surgiu no dia em que os chefes das equipas médicas das Urgências demissionários se reuniram, durante mais de duas horas, com a administração e com os responsáveis do HDF. “Vamos agora fazer uma súmula das propostas que temos para melhorar as coisas”, explicou, depois da reunião, Ana Pimenta de Castro, uma das porta-voz do grupo de médicos. “É preciso mais camas, mais recursos humanos e mais meios técnicos”, resumiu a médica, acrescentando que a lista será entregue ao hospital “durante esta semana.”
A directora clínica, por seu lado, classificou a reunião como “bastante construtiva” e garantiu que se estão a estudar eventuais “alterações em termos de rotinas internas” para melhorar o funcionamento das Urgências do HDF. Helena Gomes garantiu ainda que vai continuar o “trabalho para se contratarem mais médicos” e “o material que for indispensável será adquirido rapidamente.”
Recorde-se que as chefias das equipas médicas das Urgências do HDF apresentaram a demissão conjunta, numa carta entregue à administração a 2 de Novembro. Os médicos reclamam falta de condições para trabalhar.
Ver comentários
}