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Correio da Manhã

Portugal
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Cardeal sublinha vida

Os “modelos de civilização que estamos a construir estão hoje longe de respeitar o valor sagrado da vida”: O Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo sublinhou ontem durante a homilia pascal “o valor sagrado da vida” deixando no seu texto implícitas as questões do aborto e da eutanásia ao sublinhar: “defende-se o direito de pôr fim à vida quando ela é exigente e difícil, quer no seu início quer no seu termo”.
28 de Março de 2005 às 00:00
“A nossa cultura contemporânea favorece uma relação complexa, por vezes traumática, com a vida. Ao mesmo tempo que se apregoa e cultiva a dignidade da pessoa humana e se desenvolvem projectos e modelos de civilização, que procuram garantir a harmonia e a felicidade do Homem, mata-se com facilidade, por motivos económicos e políticos”, disse.
D. José Policarpo anunciou o Congresso Internacional da Nova Evangelização, que decorrerá em Lisboa de 6 a 13 de Novembro sob o tema, “a vida em todas as suas dimensões, ameaças e problemas, mas também em todas as suas expressões e testemunhos de quem acredita e luta por ela.”
“Esse é, aliás, um testemunho cada vez mais necessário nos nossos dias”, frisou o cardeal, valorizando “o testemunho daqueles que respeitem a vida, a querem descobrir e construir de mãos dadas, afirmando a vitória da vida sobre a morte, da generosidade e do amor sobre todas as formas de egoísmo”.
D. José Policarpo defendeu a importância de um testemunho na “forma de intervenção cultural, social e mesmo política” pela “coerência na defesa e na promoção da vida”. Na homilia da Missa da Ressurreição do Senhor, na Sé de Lisboa, o cardeal criticou ainda a “moda” de redução da figura de Jesus Cristo à sua condição humana, sustentando que essa visão “destrói a fé” católica. “Vergonhosas e infundadas mentiras” é como o Vaticano encara o livro ‘Código Da Vinci’, um romance em que o autor Dan Brown refere o casamento de Jesus com Maria Madalena e o consequente nascimento de uma criança.
Numa possível ligação ao ‘best-seller’ que já vendeu mais de 40 milhões de exemplares no Mundo, o Cardeal Patriarca alertou para que se está a “falsear a verdade histórica dos Evangelhos, chegando a acusar--se a Igreja de ter inventado a fé da Ressurreição e escondido a verdade histórica acerca de Jesus.”
Também o bispo do Porto, D. Armindo Lopes Coelho, na homilia da Eucaristia de Páscoa, sublinhou na Sé do Porto que “os cristãos que não acreditam na Ressurreição nem na Ressurreição de Cristo” também não acreditam “na sua própria ressurreição”. Numa mensagem de esperança, o bispo do Porto apelou à “fé no Senhor ressuscitado” para fazer face às agruras da vida.
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