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Correio da Manhã

Portugal

Carlos Costa compara venda do Novo Banco à de um cabaz de fruta "parcialmente apodrecida"

"A questão é sempre a mesma: eu vou vender um capaz de fruta que parcialmente está apodrecida", disse o ex-governador do Banco de Portugal.
Lusa 17 de Maio de 2021 às 16:35
Carlos Costa
Carlos Costa, ex-governador do Banco de Portugal
Carlos Costa
Carlos Costa, ex-governador do Banco de Portugal
Carlos Costa
Carlos Costa, ex-governador do Banco de Portugal
O ex-governador do Banco de Portugal (BdP), Carlos Costa, considerou que o processo de venda do Novo Banco, em 2017, foi como alienar "um cabaz de fruta que está parcialmente apodrecida".

"A questão é sempre a mesma: eu vou vender um capaz de fruta que parcialmente está apodrecida. Eu não posso contar com a benevolência ou generosidade do comprador para que ele me pague toda a fruta como sendo de qualidade", disse Carlos Costa esta segunda-feira no parlamento.

Respondendo à deputada Cecília Meireles (CDS-PP) na Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar às perdas registadas pelo Novo Banco e imputadas ao Fundo de Resolução, o antigo governador do banco central considerou necessário "ter em consideração o custo de não vender, que era apodrecer a fruta toda", ou seja, a liquidação do banco.

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