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Correio da Manhã

Portugal
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CARROS VANDALIZADOS À PORTA DO TRIBUNAL

Entre 20 a 30 carros que se encontram apreendidos à ordem do Tribunal do Seixal, e estacionados em frente ao respectivo edifício judicial, têm sido alvo de sucessivos actos de vandalismo, incluindo o roubo de peças do motor e rodas.
9 de Outubro de 2004 às 00:00
Segundo explicou ao CM uma pessoa conhecedora do meio, que solicitou o anonimato, os actos de vandalismo e roubo de peças são de tal ordem que “nem um só dos veículos apreendidos ainda tem rodas”.
De acordo com a mesma fonte, o ‘modus operandi’ dos larápios passa por “partir uma janela de um carro que ali esteja estacionado”. Este acto é normalmente levado a cabo durante a noite, período durante o qual o edifício do tribunal não é alvo de qualquer vigilância, uma vez que esta, assegurada por uma empresa privada, termina ao final do dia.
Os larápios ficam então “um ou dois dias à espera”, para ver se o veículo é ou não removido. No caso de o carro ser propriedade de alguém que ali o estacionou, o dono acaba por removê-lo para reparar o estrago sofrido. Quando o veículo não é removido, isso significa que está à ordem do tribunal, pelo que o passo seguinte é “entrar no seu interior, abrir o ‘capot’ e roubar as peças que sejam de maior interesse”, explica a mesma fonte.
De referir que são de dois tipos os veículos que ficam apreendidos à ordem dos tribunais: os furtados, cujos proprietários não se conseguem localizar e os que são usados em crimes, não podendo por isso ser entregues aos respectivos donos.
Perante a indicação de que um novo espaço para armazenar as viaturas apreendidas estaria disponível “para breve”, o CM ouviu a PSP do Seixal, a qual adiantou que “os veículos à guarda do Tribunal nada têm a ver com a polícia”. Por sua vez, o assessor de imprensa da Direcção-Geral de Administração da Justiça (DGAJ), Luís Arriaga, mostrou-se ontem incomunicável, remetendo para “segunda-feira”.
FALTA DE CONDIÇÕES
HIPÓTESE
Nos corredores do Tribunal do Seixal corre a palavra de que estará “para breve” a disponibilização de um novo espaço para guardar os veículos apreendidos. O actual, sem segurança nocturna, existe nestes moldes desde 1999.
ESPAÇO
Os espaços dos edifícios judiciais são da responsabilidade da Direcção-Geral da Administração de Justiça (DGAJ). Na DGAJ ninguém se mostrou ontem disponível para falar ao CM, remetendo o assunto para “segunda-feira”.
NOITE
Falta de vigilância nocturna deixa campo livre à actuação dos vândalos e gatunos. Depois de partirem uma pequena peça ficam à espera. Se o veículo não for removido nos dias seguintes, fica caminho livre para o roubo das peças.
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