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Correio da Manhã

Portugal
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Carta explode

Uma carta armadilhada explodiu ontem numa estação de refugo dos Correios, no Campo Grande, Lisboa. Segundo apurou o CM, o incidente não provocou feridos. “O funcionário que abriu o envelope apanhadou um grande susto, mas só isso”, disse ao nosso jornal fonte da PSP.
7 de Dezembro de 2004 às 00:36
A explosão, de fraca intensidade, ocorreu num departamento para onde são escoadas cartas não reclamadas ou sem destinatário, até serem finalmente destruídas.
O envelope armadilhado foi remetido por uma empresa da região Centro que não existe e enviada a um particular daquela zona. Como nunca foi reclamada, estava ali desde Setembro de 2003.
Ontem, pelas 17h00, a armadilha rebentou quando o funcionário dos CTT a ia destruir. Fonte policial disse ao CM que “se trata de um engenho artesanal, feito de pólvora laminada”.
“É uma situação de criminalidade comum, rebentou ali como podia ter rebentado noutro lugar. Agora a Polícia Judiciária vai investigar o que realmente aconteceu”, acrescentou a mesma fonte.
O engenho, que “não é uma bomba mas que tem efeitos superiores ao de uma bombinha de Carnaval” terá sido elaborado por amadores, explicou ainda a fonte policial.
Uma equipa de inactivação de explosivos da polícia esteve no local a recolher vestígios do engenho e a verificar se nenhuma outra carta dispunha de uma armadilha idêntica.
Fonte Sindical denunciou ao CM que os Correios “não têm um sistema de segurança” e recordou as cartas com pó branco, em circulação após o atentado do 11 de Setembro, que se julgava conterem Antrax.
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