Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
2

Casa Pia: Jovem alega que foi agredido pela polícia

O advogado de defesa de Carlos Varela, detido a 15 de Janeiro durante os confrontos após a condenação por homicídio do seu irmão, entregou esta terça-feira provas no tribunal que alegadamente demonstram que o jovem foi agredido pelos polícias que o detiveram.
26 de Janeiro de 2010 às 17:00
Carlos Varela (ao centro) foi detido na sequência das agressões a polícias
Carlos Varela (ao centro) foi detido na sequência das agressões a polícias FOTO: Pedro Catarino

Carlos Varela está a ser julgado pelos crimes de resistência e coacção sob funcionário. Luís Oom apresentou no tribunal cinco fotografias tiradas no dia em que o arguido foi detido e uma declaração do Hospital Amadora-Sintra, comprovando que Carlos Varela recorreu, no mesmo dia dos factos, ao serviço de urgência.

Com estes documentos, Luís Oom pretende "fazer prova das sequelas físicas" sofridas por Carlos Varela. O advogado adiantou que o jovem deve apresentar queixa contra os polícias que alegadamente o agrediram.

Carlos Varela, de 22 anos, foi detido durante as agressões a polícias no Campus da Justiça, em Lisboa, após a leitura do acórdão que ditou uma pena de 16 anos e oito meses ao homicida do seu irmão, morto à porta do Colégio Pina Manique, da Casa Pia. Em tribunal, o arguido acusou os polícias de o terem agredido dentro do carro patrulha e na esquadra.

"Bateram-me, fizeram de mim o que queriam até chegar o carro. Depois,  no carro, tornaram a bater-me, deram-me choques como se fosse um animal,  até chegar à esquadra. Na esquadra brincaram comigo, deram-me porrada, bateram-me  com socos e pontapés (...), fizeram de mim o que queriam", declarou, acrescentando  que as agressões só terminaram quando o seu pai e o seu advogado chegaram. 

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)