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Correio da Manhã

Portugal
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Casa Pia: Ministério Público só decide se recorre depois de análise

O Ministério Público só vai decidir se recorre das sentenças do processo Casa Pia depois de "analisar pormenorizadamente" o acórdão integral, que deverá receber na quarta-feira, disse esta segunda-feira fonte da Procuradoria Geral da República (PGR).
6 de Setembro de 2010 às 19:02
Pinto Monteiro esteve reunido com João Aibéu
Pinto Monteiro esteve reunido com João Aibéu FOTO: Jorge Paula

Após uma reunião entre o procurador-geral da República, Pinto Monteiro, e o procurador do Ministério Público destacado para o processo Casa Pia, João Aibéu, a assessora da Procuradoria disse aos jornalistas que "só após análise pormenorizada" do acórdão será tomada alguma decisão, "designadamente no que diz respeito a eventuais recursos".         

O Ministério Público só receberá o acórdão, "com cerca de duas mil páginas", na próxima quarta-feira, acrescentou.         

A reunião entre Pinto Monteiro e João Aibéu, que demorou cerca de duas horas e meia, foi solicitada pelo procurador geral da República e ambos "analisaram várias questões" relativas ao processo Casa Pia, disse a mesma fonte sem acrescentar pormenores.         

O julgamento do processo de abusos sexuais na Casa Pia chegou na sexta-feira passada ao fim com a leitura do acórdão final, quase seis anos depois de ter começado.            

A pena maior foi atribuída a Carlos Silvino, com o ex-funcionário da Casa Pia a ser condenado a 18 anos de prisão efectiva.           

O apresentador de televisão Carlos Cruz foi condenado a sete anos de prisão efetiva, o diplomata aposentado Jorge Ritto a seis anos e oito meses e o ex-provedor-adjunto da Casa Pia Manuel Abrantes a cinco anos e nove meses.           

A 8.ª Vara Criminal, no Campus de Justiça de Lisboa, aplicou ainda ao médico Ferreira Diniz a pena de sete anos de prisão efectiva e ao advogado Hugo Marçal a de seis anos e meio.           

Gertrudes Nunes, dona de uma casa em Elvas, onde alegadamente ocorreram abusos sexuais, foi absolvida.    

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