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Correio da Manhã

Portugal
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CASAL ESCONDIA ROUPA SUJA

Roupa e calçado contrafeitos num valor superior a 290 mil euros (quase 60 mil contos) foram apreendidos pela GNR e parte desses artigos estava escondida numa casa social de um bairro de Loures, soube o Correio da Manhã.
2 de Dezembro de 2003 às 00:37
Um adulto, que era o principal suspeito, e dois jovens já imputáveis foram identificados e a mãe destes dois – todos de etnia cigana e que constituíam uma família – foi detida por estar na posse de uma pistola de calibre 9 mm e três carregadores, todos municiados.
Aliás, na habitação, um andar de três assoalhadas, atribuído por regra a famílias economicamente desfavorecidas, não havia sinais de alguma vez ter sido usada para o fim para que inicialmente tinha sido destinada, razão pela qual o comando da GNR de Loures vai hoje enviar um ofício à Câmara Municipal de Loures, dando conta da utilização ilegal da habitação social.
Segundo uma fonte da autarquia adiantou ao CM, “se for provado que a habitação era usada para fins ilegais o locatário perde o direito à casa”.
Com efeito, o único mobiliário era um sofá, porque todo o resto da habitação, mesmo uma das duas casas--de-banho, estava ocupado pelos caixotes com a roupa e o calçado contrafeitos, que também foi descoberto num armazém do Tojalinho.
A GNR de Loures – em particular o Núcleo de Investigação Criminal – andava há mais de um mês a tentar encontrar o suspeito, uma vez que era necessário estabelecer a ligação clara entre a habitação, no Bairro de S. Sebastião de Guerreiros – conhecido por Bairro da Spock –, e o armazém no Tojalinho. O principal suspeito, os jovens e a mãe acabaram por ser apanhados quando saíam de uma empresa de transportes em Loures, onde tinham ido levantar material contrafeito, para ser colocado no mercado.
ARMA DE GUERRA E MUNIÇÕES NA MALA DE SUSPEITA
Os quatro indivíduos envolvidos no negócio da contrafacção foram detidos pela GNR nas imediações de uma empresa de transportes, na altura em que se preparavam para levar uma carga de roupa e calçado, acabada de chegar e tendo por origem o Norte do País. Mas a acção policial não foi fácil, uma vez que houve reacção à GNR. Curiosamente, a mulher foi das que mais enfrentou a autoridade, mas depois a Guarda acabou por perceber o porquê: é que na mala trazia escondida uma pistola Browning de 9 mm, com três carregadores, todos cheios, além de mais munições. O indivíduo mais velho atribuiu a posse da arma à mulher, mas em contrapartida era com ele que estavam as chaves da habitação social e do armazém. Aliás, a morada oficial do indivíduo é a do andar no Bairro da Spock, o que associa directamente o suspeito ao negócio e à habitação.
Curiosamente, terá havido uma tentativa de limpar vestígios que poderiam associar a casa social à contrafacção, uma vez que quando a GNR chegou ao bairro já algumas caixas com roupa e calçado estavam na rua.
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