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Correio da Manhã

Portugal

CASAL PODE SER CONDENADO A DEZASSEIS ANOS

O colectivo de juízes, responsável pelo julgamento do caso da morte da pequena Catarina, de dois anos e meio, agravou, ontem de manhã, a classificação dos crimes alegadamente cometidos.
23 de Outubro de 2004 às 00:00
Em despacho lido no Tribunal de Valongo, a acusação passou de ofensas graves contra a integridade física agravada pela consequência (morte), para ofensas qualificadas, o que representa um aumento de quatro anos no limite da pena prevista, que passa de 12 para 16 anos.
Na parte da tarde, foram apresentadas as alegações finais pelo Ministério Público (MP) e advogados de defesa. A procuradora do MP manifestou a repulsa perante os factos descritos em tribunal, pedindo aos juízes uma “condenação exemplar”, e “perto da pena máxima prevista na acusação.
A advogada de defesa de José Gomes, pai da menina, pediu a absolvição do arguido, transferindo todas as culpas para a madrasta, Clara. A causídica alegou ter ficado provado que o seu cliente sempre foi bom pai e à data dos acontecimentos trabalhava até tarde, o que não lhe permitia acompanhar a filha e aperceber-se dos maus tratos que sofria.
A advogada sublinhou a coerência dos depoimentos de José, que a seu ver contrastam com os de Clara. E lembrou uma carta da arguida para José onde assume que “batia na Catarina”.
O advogado de Clara também pediu a absolvição e afirmou que o MP não conseguiu provar que a madrasta batesse na menina e nos outros filhos. No final da audiência José Gomes disse aos juízes que “devia ter levado a minha filha ao médico e esse foi o meu único erro “.
A leitura da sentença ficou marcada para o dia 17 de Novembro.
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