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Correio da Manhã

Portugal
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Casas destruídas e família desalojada

No Algarve, os efeitos do mau tempo fizeram sentir-se em terra e no mar. Na cidade de Silves houve uma família desalojada e um carro destruído devido à queda de parte de uma antiga fábrica de cortiça, enquanto na ilha da Fuzeta (Olhão) a forte ondulação destruiu casas de férias. Houve ainda apoios de praia em risco e registaram-se desmoronamentos de falésias.
6 de Janeiro de 2010 às 00:30
Ilídio Dias e as filhas Sónia (na foto ) e Vânia tiveram de abandonar, na madrugada de ontem, a sua casa devido aos riscos provocados pela derrocada da parede de uma antiga fábrica de cortiça, na cidade de Silves.
Ilídio Dias e as filhas Sónia (na foto ) e Vânia tiveram de abandonar, na madrugada de ontem, a sua casa devido aos riscos provocados pela derrocada da parede de uma antiga fábrica de cortiça, na cidade de Silves. FOTO: Luís Silva Pereira

"Foi por volta da 01h00 [de ontem] que se deu a derrocada, que atingiu um carro estacionado na rua", relatou ao CM Ilídio Dias, que mora na casa ao lado da antiga fábrica com duas filhas (Sónia, de 25 anos, e Vânia, de 14 anos). A família teve de abandonar a casa: "Havia o risco de a chaminé nos cair em cima." A Câmara disponibilizou alojamento, mas pai e filhas optaram pela hospitalidade de um familiar. Devem voltar hoje a casa.

Os proprietários da antiga fábrica responsabilizaram-se pelos danos no veículos e pelas obras de demolição da estrutura em risco. A presidente da Câmara, Isabel Soares, disse ao CM que existem várias situações semelhantes na cidade e que uma dezena de proprietários já foi notificada para fazer obras.

Na costa, os efeitos da intempérie sentiram-se praticamente em todo o Algarve. "Houve a conjugação de dois factores: a maré-viva e a ondulação forte, com mais de cinco metros", referiu ao CM Marques Ferreira, responsável pela Zona Marítima do Sul. O mar roubou areia, nomeadamente nas zonas de Albufeira, Vale de Lobo, Faro e Armação de Pêra. Alguns apoios de praia ficaram em risco, obrigando a intervenções de emergência para garantir a segurança.

Na ilha da Fuzeta o mar antecipou o anunciado programa de demolições do Polis Ria Formosa e destruiu quatro casas. Mas a situação não é nova. Segundo Francisco Leal, presidente da Câmara Municipal de Olhão, desde o início do ano já foram destruídas pelo mar 23 habitações, todas de férias.

O autarca de Olhão receia ainda que o mar possa abrir um canal na ilha e provocar inundações na Fuzeta. Já solicitou à Sociedade Polis que sejam efectuadas dragagens de emergência para reforço do cordão dunar.

As condições do mar no Algarve deverão melhorar nos próximos dias, segundo dados da Autoridade Marítima.

PORMENORES

VEM AÍ MAIS FRIO

As previsões apontam paratempo frio até sexta-feira, com céu nublado, vento moderado, formação de gelo ou geada nas regiões do Interior e queda de neve acima dos 400 metros.

CALAMIDADE

O PSD defende que o Governo deveria ter declarado calamidade para a região Oeste. A Câmara da Lourinhã vai entregar à EDP um caderno com as melhorias a efectuar na rede.

MURALHA DEGRADA-SE

O mau tempo acentuou a degradação de um troço da muralhada vila medieval de Monsaraz,no Alentejo. Não há para já perigo de derrocada.

AREIAS NO PARQUE

A suspensão da extracçãode areias nas antigas minasdo Portelo, Bragança, está a ser analisada. Uma avalancha de lamas atingiu a freguesia de França, no Parque Natural Montesinho.

VIAGENS ALTERADAS

O nevoeiro impediu ontem um avião da SATA, vindo de Boston, de aterrar em Ponta Delgada,seguindo para Lisboa.

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