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Correio da Manhã

Portugal
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Caso dos incêndios de Pedrógão julga dez pessoas pela prática de 480 crimes

Augusto Arnaut, comandante dos bombeiros de Pedrógão, é o único agente da Proteção Civil a ser julgado.
Miguel Curado 23 de Junho de 2019 às 09:35
Três autarcas, um comandante de bombeiros, uma engenheira e cinco técnicos da EDP e Ascendi vão a julgamento
Incêndio em Pedrógão Grande
Pedrógão Grande
Três autarcas, um comandante de bombeiros, uma engenheira e cinco técnicos da EDP e Ascendi vão a julgamento
Incêndio em Pedrógão Grande
Pedrógão Grande
Três autarcas, um comandante de bombeiros, uma engenheira e cinco técnicos da EDP e Ascendi vão a julgamento
Incêndio em Pedrógão Grande
Pedrógão Grande
Os dez arguidos que o juiz de instrução criminal de Leiria, Gil Silva, leva a julgamento no caso dos incêndios de 2017, que mataram 66 pessoas e causaram centenas de feridos, vão responder por 480 crimes. O único agente de Proteção Civil julgado será Augusto Arnaut, comandante da corporação de Pedrógão Grande, situação que a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) contesta.

Ao CM, o presidente da LBP, Jaime Marta Soares, argumenta "ser injusta esta decisão, já que na altura o trabalho de Proteção Civil dependeu muito do sistema de comunicações Siresp, que faliu totalmente durante as operações de combate às chamas". Por isso, sustenta Jaime Marta Soares, "será colocado à disposição de Augusto Arnaut o apoio jurídico que precisar".

Carlos Jaime, presidente da Associação de Comandantes de Bombeiros, também disse ao CM estar "frontalmente contra" a pronúncia de Augusto Arnaut. O magistrado Gil Silva entendeu não pronunciar os comandantes do CDOS de Leira, Sérgio Gomes e Mário Cerol. O primeiro, segundo o despacho instrutório, estaria autorizado pela Autoridade Nacional de Proteção Civil a acompanhar o filho numa operação cirúrgica.

Foi do hospital de Torres Vedras que terá acionado os meios no terreno. Já quanto a Mário Cerol, entende Gil Silva, o mesmo só chegou ao teatro de operações pelas 18h00, assumindo então o comando das operações. Isto quando o fogo já cavalgava, descontrolado, matando e ferindo.

Os três arguidos mais mediáticos, os autarcas Valdemar Alves (Pedrógão Grande), Fernando Lopes (Castanheira de Pera), e Jorge Abreu (Figueiró dos Vinhos), estão acusados, entre todos, por 19 crimes de homicídio por negligência, e seis de ofensas à integridade física por negligência.
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