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Correio da Manhã

Portugal
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Castelo de Paiva: Adega Cooperativa está insolvente mas vai receber colheita

A Adega Cooperativa de Castelo de Paiva vai receber a colheita vitícola de 2011 apesar de ter em curso um processo de insolvência, após ter convencido as Caves Campelo a receberem a produção dos seus cerca de 300 filiados.
7 de Agosto de 2011 às 17:03
Acordo com as Caves Campelo para receberem a produção dos seus cerca de 300 filiados
Acordo com as Caves Campelo para receberem a produção dos seus cerca de 300 filiados FOTO: LUSA / PAULO NOVAIS

O acordo surgiu por insistência da comissão de credores da adega paivense junto da empresa de Barcelos, e irá proporcionar aos viticultores da sub-região do Paiva um destino para a sua produção – que, até aqui, vinha sendo integralmente absorvida pela cooperativa de Castelo de Paiva.

Gonçalo Rocha, que preside à autarquia paivense e também à comissão de credores da adega, declarou à Lusa que se congratula pelo acordo estabelecido graças à "forte insistência" com as Caves Campelo, na medida em que esse significa que, "apesar da difícil situação de insolvência em que a cooperativa de Castelo de Paiva está envolvida, essa vai poder receber as uvas da colheita de 2011".

"Os produtores paivenses têm assim a garantia de poderem escoar a sua colheita deste ano e de, atempadamente, receberem o valor das uvas entregues", continua o autarca. "Este é um bom acordo que permite que a Adega Cooperativa de Castelo de Paiva, como grande referência que é no sector da viticultura na Sub-Região do Paiva, possa abrir as suas portas e manter as suas instalações operacionais, pelo menos neste período de grande azáfama das colheitas".

A entrega das uvas vai verificar-se em Setembro nos mesmos moldes de anos anteriores, ainda nas instalações da adega de Castelo de Paiva, mas já sob a coordenação da empresa de Barcelos. "Às Caves Campelo caberá assumir todos os encargos necessários à realização da vindima, incluindo os relativos à preparação e limpeza das instalações da adega, a eventuais reparações nos equipamentos a utilizar, aos consumos de água e energia, e à contratação de trabalhadores a recrutar para a campanha".

Gonçalo Rocha adianta também que "o preço a pagar aos viticultores pelas suas uvas será pelo menos igual ao mais elevado que for praticado na zona geográfica em causa", sendo que 50 por cento da produção entregue na adega deverá ser paga aos produtores na primeira quinzena de Janeiro de 2012 e o restante terá que ser saldado até final de Abril.

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