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Correio da Manhã

Portugal
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CATAMARÃ COM COCA ESTEVE NOS AÇORES

Um catamarã com 1100 quilos de cocaína escondidos a bordo esteve, na semana passada, parado num porto açoriano numa escala técnica da viagem que efectuava entre a América do Sul e a cidade de Cádis, em Espanha. A embarcação – com bandeira de Gibraltar e tripulada por três franceses – foi ontem interceptada junto a Huelva, cidade espanhola situada a poucas dezenas de quilómetros de Portugal.
27 de Outubro de 2003 às 00:00
Segundo a Guardia Civil espanhola, o catamarã foi abordado por um navio-patrulha do serviço marítimo pelas 09h30. A embarcação estava a tentar entrar no porto desportivo de Mazagón, nos arredores de Huelva.
Dadas as condições meteorológicas e de mar muito difíceis que se faziam sentir na altura, a patrulha aproximou-se do catamarã para apurar se precisavam de auxílio. Os tripulantes franceses – de 44, 38 e 34 anos – declinaram a oferta e continuaram com as manobras.
Quando atracaram, tinham à espera os elementos das autoridades espanholas, que, intrigados com o duplo casco do catamarã, quiseram realizar uma inspecção à embarcação. Os tripulantes ficaram “muito nervosos” quando lhes foram pedidos os passaportes e documentação.
Na revista ao barco acabaram por ser descobertos 43 fardos de cocaína, com o peso total de 1100 quilos. Trata-se, segundo as autoridades, da maior apreensão daquela droga realizada este ano na Andaluzia.
Aos tripulantes, detidos, foram ainda apreendidos um computador portátil e equipamentos GPS.
José Miguel Escobar, comandante do navio-patrulha que realizou a operação, adiantou que o catamarã tinha iniciado a viagem na América do Sul – num país que não especificou – e feito uma paragem nos Açores. O destino final seria Cádis, em Espanha.
Fonte da PJ de Ponta Delgada contactada pelo CM afirmou que aquela polícia desconhecia a apreensão mas não se mostrou surpreendida com o facto de o catamarã ter passado pelo arquipélago. “Os Açores ficam no meio do Atlântico, em plena ‘rota’ da droga, pelo que é natural que embarcações mais pequenas façam paragens nos nossos portos. Temos feito algumas apreensões nessas circunstâncias mas é utópico julgar que os conseguimos descobrir a todos”, afirmou.
ITALIANO EM IATE LUXOOSO
Antonino Quinci, italiano na casa dos 40 anos, acostou, em finais de Junho de 2001, o luxuoso iate em Ponta Delgada, devido a avaria, mas, em vez de aproveitar para partir à descoberta de S. Miguel, acabou preso, por transportar cocaína suficiente para produzir 2,6 milhões de doses. O traficante ainda conseguiu fugir da cadeia, só que, com o barco apreendido pelas autoridades, a ilha transformou-se ela própria numa grande prisão e o fim inevitável foi o regresso ao cárcere.
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