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Correio da Manhã

Portugal
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Cavalos à solta são perigo na estrada

A presença, cada vez mais constante e desgarrada, de cavalos à solta na estrada, junto ao castelo da Póvoa de Lanhoso, está a preocupar os utentes da via e também as autoridades, que não sabem como resolver o problema.
6 de Maio de 2007 às 00:00
Os cavalos andam à solta junto ao Castelo de Lanhoso e atravessam perigosamente a estrada
Os cavalos andam à solta junto ao Castelo de Lanhoso e atravessam perigosamente a estrada FOTO: A. P. Coelho
É que os cavalos não estão registados e, dessa forma, torna-se impossível detectar o proprietário para o responsabilizar em caso de acidente.
A questão não é nova na região, já que, desde há vários anos, os municípios de Vieira do Minho e Póvoa de Lanhoso, lutam contra a descida dos garranos para a Estrada Nacional 103 (Braga-Chaves), onde já ocorreram vários acidentes mortais.
No entanto, ainda não tinha sido, até agora, notada a presença destes animais na zona do Castelo de Lanhoso, o que, nos últimos dias, apanhou de surpresa vários automobilistas e motociclistas.
Ainda há três dias um homem, António Rodrigues Afonso, caiu de mota, naquele local, por causa de um cavalo que, de repente, atravessou a estrada.
“Eu ia devagar e foi o que me valeu. O cavalo saltou de repente para a estrada e, ao desviar-me, entrei na valeta e cai. Não foi grave, mas podia ter morrido ali”, disse António Rodrigues Afonso, ao CM, lamentando que as autoridades se manifestem impotentes para resolver o assunto.
Contactada pelo CM, a Câmara da Póvoa de Lanhoso disse que já está a tentar “encontrar uma solução”, referindo que “a ideia é encontrar o dono dos animais”.
CÂMARA COMPRA ESPINGARDA
Para tentar resolver o problema dos cavalos na EN103, a Câmara de Vieira do Minho avançou, na Comissão de Segurança Rodoviária de Braga, com a ideia de comprar uma espingarda e de a colocar à guarda da GNR e que seria utilizada, com munições próprias, para adormecer os cavalos que fossem encontrados na estrada. Depois de anestesiados, os animais seriam transportados pelos serviços da autarquia para um estábulo construído para o efeito e onde eles teriam de ser reclamados pelos donos. Ao reclamá-los, os proprietários pagariam as despesas e a coima respectiva. A Câmara continua, desde há seis meses, à espera de resposta às dúvidas de índole legal e administrativa.
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