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Correio da Manhã

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Cem mil já mergulharam nas ondas da praia fluvial

Queixas de utentes por falta de limpeza e adaptações de última hora para assegurar a qualidade da água marcaram o primeiro Verão na Praia Fluvial das Rocas, em Castanheira de Pêra, um investimento de 2,5 milhões de euros, que inclui a maior piscina de ondas do País.
13 de Setembro de 2005 às 00:00
A limpeza da água com aspiradores teve de ser reforçada
A limpeza da água com aspiradores teve de ser reforçada FOTO: Isabel Jordão
A Praia das Rocas já ultrapassou as 100 mil entradas desde a inauguração, a 1 de Julho, e regista uma média de 1967 utentes por dia, ou seja, uma utilização acima das expectativas que explica queixas pontuais sobre a acumulação de cabelos e outros resíduos nas duas piscinas.
“A estrutura não comporta esta afluência tão grande”, disse ontem o delegado de Saúde Pública no concelho de Castanheira de Pêra, José Ruivo, sublinhando, no entanto, que não há perigo de doenças. “Bacteriologicamente a água esteve sempre boa”, garante.
De acordo com o médico, a única vez que isso não aconteceu foi na segunda semana de Julho e provocou o encerramento temporário da praia. Foram introduzidas adaptações e o espaço passou a funcionar com tratamento com substâncias químicas em circuito semifechado, em vez de aproveitar o caudal da Ribeira de Pêra. A qualidade da água é atestada por análises de quatro entidades, que geram resultados semanais. O único problema é que os químicos usados estão a correr para a Ribeira de Pêra. “Já fiz um ofício ao Ministério do Ambiente, mas não obtive resposta”, disse José Ruivo.
Ultrapassados os percalços iniciais, a Praia das Rocas revelou-se um êxito. “Para uma terra destas é um espectáculo porque não havia onde passar o tempo”, afirma Alzira Vilar, 62 anos. Mais novo, André Gonçalves (22 anos), confirma que a zona de lazer se tornou o novo ponto de encontro dos jovens durante o Verão. “Fui quase todos os dias, está muito bom”, afirmou.
Rosa Filipe, administradora da empresa municipal que gere o espaço, reconhece que foram necessárias adaptações e é preciso reforçar a aspiração das piscinas, mas espera continuar a atrair utentes “pelo bom tempo” e pela possibilidade de “mergulhar nas ondas em segurança”.
O investimento foi lançado para revitalizar a economia local e está a cumprir em pleno o objectivo: mais de 90 por cento dos utilizadores são de fora, sendo o comércio e a restauração os principais beneficiados. O recorde de entradas na praia das Rocas registou-se a 7 de Agosto com 6300 utentes, quase o dobro da população do concelho.
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