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Correio da Manhã

Portugal

CEMITÉRIO É PALCO PARA BRUXARIAS

O cemitério de Arrifana, em Santa Maria da Feira, já foi palco de três sessões de bruxaria nos últimos sete meses, o que deixa a Junta de Freguesia e a população preocupada e envergonhada com o fenómeno.
27 de Março de 2003 às 00:02
O autarca, à direita, e o jardineiro procuraram evitar o alarido
O autarca, à direita, e o jardineiro procuraram evitar o alarido FOTO: Ventura Santos
Velas dispostas em cruz, pedras tumulares reviradas, coroas de flores e maçãs cosidas com linha vermelha são alguns dos macabros achados feitos no cemitério, o último dos quais no passado domingo.
A coincidência, ou não, de os actos surgirem num espaço de sete meses é interpretada por várias pessoas, incluído padres católicos, como um “indício de magia negra, uma vez que o sete é conotado com várias situações bíblicas e é o número perfeito para determinadas seitas”, tal como salienta o sacerdote Calmeiro Matias
De acordo com Dário Matos, presidente da Junta, “o primeiro caso surgiu em Agosto do ano passado, o segundo foi por altura dos Finados e o último há poucos dias”. “Procurámos limpar tudo sem grande alarido para não preocupar as pessoas, mas estas coisas começam a incomodar”, refere o autarca.
Menos temeroso quanto à má fama que estes acontecimentos possam trazer para a freguesia, Domingos Oliveira, jardineiro e encarregado do cemitério, contou ao CM: “Isto são coisas feitas por pessoas más, sem escrúpulos”. Apesar de não acreditar na eficácia destas magias negras, o funcionário da Junta adianta, em desabafo, que já recorreu, em tempos, “a uma mulher com poderes especiais”, que lhe salvou a filha de oito anos.
Alguns populares de Arrifana, questionados sobre os sinais de bruxaria, adiantam não ter receio, mas sempre alertam que “isso são coisas em que o melhor é não mexer. Não vá o Diabo tecê-las”.
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