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Correio da Manhã

Portugal
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Centenas no adeus a polícia assassinado

Funeral de agente aposentado marcado pela emoção e dor.
João Tavares 7 de Janeiro de 2016 às 02:30
Funeral de agente aposentado marcado pela emoção e dor.
Centenas de pessoas, incluindo agentes e oficiais da PSP – farda que José Eduardo Paixão envergou durante mais de três décadas –, estiveram esta quarta-feira no último adeus ao polícia aposentado que foi assassinado no último dia de 2015 ao tentar impedir um assalto na Amadora. "Já não era polícia há 10 anos mas morreu como um", desabafava um dos presentes.

O caixão que transportou José Eduardo Paixão, de 65 anos, saiu da igreja da Brandoa coberto com uma bandeira nacional. Foi levado ao carro funerário por elementos da PSP, que fizeram guarda de honra, ao mesmo tempo que a emoção se apoderava de polícias, amigos e familiares de ‘Chaparrito’, como era carinhosamente tratado.

Os superintendentes Luís Farinha, diretor nacional da PSP, e Jorge Maurício, comandante da PSP de Lisboa, marcaram presença. Também a esquadra de motociclistas da PSP fez questão de abrir caminho ao cortejo, pelas 15h00 desta quarta-feira, entre a igreja da Brandoa e o cemitério de Benfica. Alzira Paixão, a viúva, mostrava-se inconsolável, sempre amparada pelo filho e por outros familiares. Seguiu no carro funerário até ao cemitério.

José Eduardo Paixão foi atingido com um tiro de caçadeira pelas 19h00 de 31 de dezembro, ao tentar impedir um assalto ao supermercado onde a mulher trabalha. Com uma pistola, ainda desferiu um tiro de intimidação para o ar, antes de um dos dois assaltantes o ter alvejado à queima-roupa na cabeça. Morreu horas depois. Os dois homicidas estão desde então a ser procurados pela Judiciária.
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