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Correio da Manhã

Portugal
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Chamadas e SMS de teor sexual inquietam escola

Mensagens e chamadas via telemóvel com frases de cariz sexual a aliciar alunas estão a criar um clima de medo entre pais e estudantes da Escola EB 2/3 Ramalho Ortigão, no Porto. Nos últimos meses registaram-se pelo menos quatro situações, com raparigas entre os 11 e os 15 anos.
3 de Maio de 2006 às 00:00
Todos os casos foram denunciados à PSP, que entretanto comunicou as ocorrências ao DIAP. A Polícia está no terreno a investigar a origem das ameaças.
A última situação ocorreu na semana passada, com uma jovem de 11 anos, e levou a associação de pais e encarregados de educação da escola a denunciar o assédio.
“As mensagens ou chamadas incluem palavras obscenas e altamente indecorosas para as estudantes”, disse ao CM o presidente da associação de pais, António Vieira.
O conteúdo dos contactos telefónicos leva a crer que o autor conheça os hábitos e a forma de funcionar da escola, tal como as próprias destinatárias. Há suspeitas, inclusive, que o assédio seja feito por mais que uma pessoa.
“Alguns dos pais cujos filhas foram assediadas, que viram as mensagens, contactaram o número de telefone de onde provinham”, afirmou António Vieira.
O responsável pela Associação de Pais afirma que os encarregados de educação que falaram com o autor do assédio o descrevem como “ uma voz rouca e adulta”. Durante esses telefonemas, os pais das vítimas foram intimados a permanecerem “caladinhos e quietinhos”.
Uma das jovens assediadas teve de receber apoio psicológico devido à insegurança que o assédio lhe provocou, tendo o episódio afectado o seu desempenho escolar.
O Conselho Executivo da escola mostrou preocupação com a situação e aguarda o desenrolar das investigações policiais.
PRECAUÇÕES PARA EVITAR MAIS CASOS
PREVENÇÃO
A escola, através de uma circular enviada aos pais, aconselhou a que estes não permitam que os filhos levem o telemóvel para a escola, exceptuando os casos de jovens com problemas de saúde.
ALERTA
Segundo as palavras de António Vieira estes casos tiveram “o condão de alertar os encarregados de educação para terem um maior cuidado com a segurança dos filhos à saídada escola”.
MEDO
Os encarregados de educação das alunas que foram vítima das mensagens indecorosas tentam ao máximo manter o anonimato. Pretendem proteger os seus filhos e temem represálias do aliciador.
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